Ontem, no “Diário de Notícias”, iniciei a leitura de um texto de “opinião” de Paulo Baldaia, um jornalista que frequentemente aprecio, numa espécie de suplemento que o jornal trazia sobre a (muito justa) vitória do Futebol Clube do Porto no campeonato.
À medida que lia o artigo, dei-me conta que estava a ser vítima de um equívoco (uso um eufemismo piedoso). Quem o escrevia não era o jornalista Paulo Baldaia, mas o adepto portista Paulo Baldaia. O comentário não tinha o equilíbrio mínimo que é exigido a um jornalista; era um artigo de claque, digno de uma qualquer “Gazeta das Antas”. Nessa altura, interrompi a leitura e notei que, na qualificação de autor do texto estava: “Jornalista e adepto do Porto”.
Era falso: Paulo Baldaia, nos seus comentários enviezados de elegia gongórica ao seu clube, não estava a ser o bom jornalista que é, estava a ser apenas adepto do Porto. Ora eu não dou dinheiro por um jornal para ler comentários de fanáticos de emblemas, alegando, não sei bem a que propósito, a sua qualidade de jornalistas. Do Porto, do Benfica, do (meu) Sporting ou do Cascalheira, sem qualquer menosprezo para este último.
Deixo assim aqui este meu protesto ao “Diário de Notícias”, com cordial extensão ao Paulo Baldaia, anterior diretor do jornal, e ao José Ferreira Fernandes, seu atual diretor e, por acaso, adepto da agremiação que, este fim de semana, empatou com o clube do embaixador e adepto do Sporting que subscreve este texto - escrito não num jornal, mas neste seu blogue, que é de leitura gratuita.