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segunda-feira, novembro 23, 2015

Um governo

Finalmente, o presidente terá decidido o que óbvio em qualquer democracia normal. Não tendo o líder do partido mais votado nas últimas eleições conseguido um apoio parlamentar para o programa que apresentou, o chefe do Estado chamou para tentar formar governo o líder do segundo partido com mais deputados. Se eu contar isto a alguém do Benelux, encolherá os ombros pela banalidade da notícia. Por cá, tudo isto pode suscitar em muitos raiva e espanto.

O sistema político português, no seu modelo nem-carne-nem-peixe, criou esta peculiaridade de dar ao presidente da República um papel para além do mero automatismo decisório, que seria típico num regime parlamentar puro. Olhando para o passado, o sistema até tem as suas virtualidades, mas depende muito da autoridade e do bom senso de quem titula a função presidencial. Por essa razão, adapta-se manifestamente mal a uma figura desgastada pelo seu penoso percurso, auto-centrado na desesperada tentativa de burilar o seu pé-de-página na crónica do reino. É a vida!

Nuremberga

Ontem, apeteceu-me ver, na televisão, o filme "Nuremberga". Os atores eram de qualidade, o tema era apelativo. O saldo, contudo, n...