Marcelo Rebelo de Sousa terá o apoio político do PSD na primeira volta das eleições presidenciais. Isso foi agora declarado e será formalizado em breve. Com toda a certeza, o CDS - partido cuja prova de vida autónoma está ainda por fazer - irá na mesma direção, arquivadas que estão, na pequena história da adolescência tardia da direita, as "vichyssoises" e outras brincalhotices do passado.
Não obstante o "piscar de olho" que o candidato tem feito a setores da esquerda, com declarações ambíguas destinadas a dar ares de independência e a sugerir anos de convivência fácil se essa esquerda regressar ao governo, a direita sabe que Marcelo é quem lhe está mais próximo. Por isso, está resignada, alguma dela a contragosto, a ter de recomendar o voto nele. Se os "timings" tivessem sido outros, talvez outro nome pudesse ter emergido. E assim, de um dia para o outro, Passos Coelho e Paulo Portas veem-se, simultaneanente, fora da cena governativa e com um candidato "à contrecoeur". Não deve ser fácil...
Entretanto, Marcelo, com estudada modéstia e a bonomia que lhe está no jeito, faz uma campanha suave, evita as esquinas das questões políticas mais delicadas, deixa-se fotografar com amigos políticos lá fora e gere, agora com menos sorrisos e mais "statesmanlike", o que vai dizendo pelo país. Transformar a notoriedade em confiança é, apesar de tudo, no seu caso, uma tarefa dura.
Os dados estão agora lançados: a direita tem finalmente o seu candidato. Portanto, o leitor deste post fica a saber: se pensa votar em Marcelo Rebelo de Sousa vai encontrar-se na alegre companhia de Passos Coelho e Paulo Portas. Mas isso é consigo: cada um escolhe os seus...