2001. “Diferente, diferente, é uma livraria que conheço no Upper West Side! É próxima da universidade de Columbia e um bocado “esquerdalha” “, disse eu a Sampaio. Falava-se, naquele dia, da possibilidade de dar um “salto” a uma boa livraria.
domingo, setembro 12, 2021
Meia dúzia de histórias com Jorge Sampaio - a livraria
2001. “Diferente, diferente, é uma livraria que conheço no Upper West Side! É próxima da universidade de Columbia e um bocado “esquerdalha” “, disse eu a Sampaio. Falava-se, naquele dia, da possibilidade de dar um “salto” a uma boa livraria.
Meia dúzia de histórias com Jorge Sampaio - o botão
1998 ou 1999. As cerimónias de entrega de credenciais dos embaixadores estrangeiros passam-se no palácio de Belém, numa grande sala adjacente ao gabinete oficial do presidente da República (digo "oficial" porque, na realidade, o presidente não trabalha nesse gabinete). Durante o ato protocolar, o chefe do Estado tem a seu lado, mas um pouco mais recuado, o ministro dos Negócios Estrangeiros (ou, na frequente impossibilidade deste, um qualquer secretário de Estado, ou mesmo o secretário-geral, do MNE). Quem, em qualquer governo, passou por essa função na cerimónia sabe que deve colocar-se "sobre uma rosa" que existe no desenho da carpete.
Meia dúzia de histórias com Jorge Sampaio - Budapeste
Meia dúzia de histórias com Jorge Sampaio - no Procópio
Não consigo precisar a conjugação de circunstâncias que proporcionaram a cena. Nem sequer o ano, que deve ter sido 1996 ou 1997.
Meia dúzia de histórias com Jorge Sampaio - Gdansk
1998. Uma das várias viagens internacionais que, em representação do governo, acompanhei Jorge Sampaio foi à Polónia. Era uma visita de Estado, com uma deslocação ao campo de extermínio de Auschwitz. Tinha estado anos antes nesse local que a História tornou trágico, mas Sampaio não o conhecia e, sabendo-se a sua propensão para a emoção, pode imaginar-se o seu estado na ocasião.
Meia dúzia de histórias com Jorge Sampaio - a reunião
“Esteve aí o senhor presidente, à sua procura, logo de manhã!”, disse-me. O “presidente”? O presidente da República era Mário Soares e não era minimamente plausível que ele viesse a minha casa. “Qual presidente?”, inquiri, surpreendido. “O presidente da Câmara, o Dr. Jorge Sampaio”.
Fez-se-me logo luz! Eu tinha combinado com Jorge Sampaio que ele viesse a minha casa à “nove e meia”. Só que não disse “da noite”, no pressuposto que ele estaria ciente de que as manhãs dos sábados eram sagradas para o meu sono. Sampaio entendeu que era “da manhã” e, britânico nos costumes, lá tinha estado a essa hora, pontualmente. Eu não tinha ouvido o toque da campainha. Telefonei-lhe, de imediato, rimo-nos do equívoco e, pelas “vinte e uma e trinta” desse mesmo dia, ali regressou ele, de novo.
Para quê? Para a primeira de várias reuniões que o já candidato à presidência da República queria ter sobre temas de política externa, para as quais tinha pedido que fosse mobilizado um grupo de diplomatas da sua confiança pessoal. Ali estavam Luís Castro Mendes, José Filipe Morais Cabral, José Freitas Ferraz e eu. A nós, se juntava Carlos Gaspar, professor universitário, que já tinha sido assessor de Mário Soares.
Sampaio tinha-nos dito que, para essas reuniões, não queria papéis, só ideias. O objetivo era poder ter connosco um “brainstorming” regular sobre as grandes questões internacionais, cruzando perspetivas, alvitrando cenários de possível evolução.
Ficou sempre muito claro que Jorge Sampaio estava bem atento ao mundo, que a nossa contribuição apenas podia servir para algum refrescamento de ideias, em particular sobre alguns dossiês mais específicos e técnicos. Não tenho presente quantas destas reuniões tiveram lugar, mas guardo-as numa muito boa memória.
sábado, setembro 11, 2021
A História está sem pressa
sexta-feira, setembro 10, 2021
Jorge Sampaio
quinta-feira, setembro 09, 2021
Sousa Tavares
FLAD
quarta-feira, setembro 08, 2021
“A Arte da Guerra”
‘A Arte da Guerra”
Nos meios audiovisuais do “Jornal Económico”, em “A Arte da Guerra”, falo esta semana com António Freitas de Sousa sobre os “leaks“ relativos aos “paraísos fiscais” que estão a agitar a sociedade política internacional, sobre as dificuldades algo inesperadas que Joe Biden está a encontrar no seio do Partido Democrático, sobre as tímidas aberturas democráticas no Qatar e a situação nos restantes Estados do Golfo Arábico, bem como a questão das provocações militares de Beijing ao regime de Taiwan, com análise ao peculiar estatuto internacional deste território.
Pode ver o programa aqui.
Adriano
Lembro-me muito bem da primeira aula a que assisti, tendo Adriano Moreira como professor. Foi em outubro de 1968, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU), de que Adriano Moreira era diretor. Caramba, foi já há 53 anos! E Adriano Moreira fez agora 99 anos.
terça-feira, setembro 07, 2021
segunda-feira, setembro 06, 2021
Um sete de setembro diferente
De amanhã a um ano, em 7 de setembro de 2022, passarão 200 anos desde que, como reza a História, o príncipe dom Pedro terá dado o chamado “grito do Ipiranga”, a proclamação da vontade de independência da colónia do Brasil, território que o pai, o rei dom João VI, tinha deixado ao seu cuidado depois de regressar definitivamente a Portugal.
domingo, setembro 05, 2021
sábado, setembro 04, 2021
Uma bela noite!
No estrado, as clássicas mesas e cadeiras do Café Excelsior onde estávamos sentados traziam o sabor a uma certa Vila Real mais antiga, que o “A Cidade Imaginária” modestamente pretende celebrar. Vitor Nogueira, diretor da Biblioteca Municipal de Vila Real, fez uma simpática e muito culta apresentação do livro, sob cuja chancela a publicação acontece. Na audiência, muitos amigos. Foi uma bela noite! E vão oito!



















