Lembrei-me dos tempos em que chegava ao Procópio, depois de jantar, pedia o primeiro whisky (depois, passei ao whiskey) ao Juvenal ou ao Luís ou ao Carlos, e entrava numa charla divertida com o Nuno, sobre política e tantas outras coisas, ao sabor dos eventos do dia ou de quem se fosse entretanto juntando à mesa.
Foram muitos anos, muitas noites e muitas madrugadas de conversa. Quando, casualmente, alguém por ali levava mais a peito um argumento, logo o Nuno lembrava que aquilo não passava de uma tertúlia, com o que isso significava de não nos devermos levar demasiado a sério. Com os anos, como ele dizia, tinhamo-nos tornado no "ventre mole do núcleo duro".

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