terça-feira, julho 07, 2026

Para fechar o assunto


Roberto Martinez saiu de selecionador. Nada mais natural, perante a derrota — ou, mais rigorosamente, a não-vitória — num Mundial que ele próprio apontara como objetivo. 

Por claras limitações técnicas, não me incluo no esmagador número de compatriotas que, felizmente, sabem sempre melhor do que o selecionador quem deve ou não entrar em campo. 

Ainda assim, e sempre com a humildade de quem nada percebe da matéria, interroguei-me ontem sobre a razão pela qual um Ronaldo totalmente inoperante (registo, com o devido respeito, a tese de que ele “fixa dois defesas”) não deu lugar a Gonçalo Ramos — que, pelos vistos, também “fixa”, como a imagem demonstra —, pelo menos na segunda parte. Mas isto sou eu, que não percebo nada de bola. 

E, bem vistas as coisas, como tão avisadamente costuma dizer Teresa Guilherme, “isso agora não interessa nada”. O que interessa mesmo são as férias e as sempre belíssimas namoradas dos jogadores — algumas rotuladas de “atrizes”, outras de “influencers” —, em vilegiaturas invariavelmente passadas em recantos “paradisíacos”, com crianças cujo rosto a escrupulosa deontologia deste género de “jornalismo” — que cobre com tanto rigor momentos de tamanha magnitude — tem sempre o cuidado de borratar com o devido glicerinado.

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