segunda-feira, julho 20, 2026

Do diálogo democrático

Interrogação de um amigo: "Há anos que te leio, em artigos e nas redes sociais, a criticar figuras de Estado, desde presidentes a primeiros-ministros e ministros — alguns mesmo do "teu" PS. Como é que essas pessoas reagem quando te encontram pessoalmente em ocasiões públicas, ou quando as convidas para iniciativas, para falar em debates ou para iniciativas empresariais?"

Não é a primeira vez que me perguntam isso. E a minha resposta, muito sincera, tem sido mais ou menos esta: "Não tenho a menor razão de queixa. Contudo, se alguma vez, em qualquer dos meus comentários críticos, ficasse evidente que estava a faltar ao respeito pessoal e político que é devido a essas pessoas, quanto mais não seja pelas posições que ocupam, acharia perfeitamente natural que isso afetasse a sua atitude pessoal para comigo. Até hoje, que eu saiba, nunca as minhas críticas deixaram de se situar no quadro da minha liberdade democrática de poder discordar. Por isso, sempre recebi reações corretas da generalidade dessas pessoas. Às vezes, claro, com um sorriso um pouco amarelo, mas é a vida..."

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