segunda-feira, 12 de julho de 2021

“Então é Portugal, hem?… Cheira bem!”*


O Luís Santos Ferro, se fosse vivo, faria hoje 82 anos. Esta tarde, a Fundação Eça de Queiroz, em Tormes, acolheu o espólio queirosiano do Luís, oferecido pela sua família. Eu deveria ter estado presente na ocasião, coisa que acabou por não acontecer, por impossibilidade de última hora, que não vem ao caso.

Imagino que a evocação do Luís tenha sido sentida, mas acho que deve ter sido igualmente divertida, como sei que ele gostaria, como iria bem com o seu sorriso e o seu humor. 

Posso imaginar que terá havido umas palavras do Jacinto, que o Zé Fernandes tenha trazido a tia Vicência, lá de Guiães, de certeza que o Pimenta subiu da estação, que o Silvério deixou os compromissos em Castelo de Vide para se juntar ao ato e que o Melchior (que, ao que consta, anda de candeias às avessas com o Grilo) tinha a quinta arrumada a preceito. Disseram-me (mas “vendo-a” como me a venderam) que, de Lisboa, veio o chefe das Cortes e que até um poeta, que em horas ocupadas exerceu ofício como diplomata de mérito, se juntou à ocasião.

Desta vez, dizem-me, não terão sido servidas favas. Será que, nos almoços antes do evento, terá sido servido bazulaque? O que é o bazulaque? Não me digam que não sabem?  

Tenho pena, repito, de ter estado ausente desta evocação do Luís Santos Ferro. É melhor assim: a mim também não me apetecia dizer-lhe adeus.

* (A expressão é do Jacinto, quando o comboio que o trazia de Paris chegou a Portugal).

1 comentário:

Antonio Abreu disse...

Mais uma vez OBRIGADO por tão simpática e rica partilha sobre a provável . Eu não conheci mas conheci Jacinto e conheço Tormes...
António Abreu