sexta-feira, 30 de julho de 2021

Caixa forte


Fui hoje à Caixa. À agência do meu bairro. Aparentemente, estava fechada. A porta tem imensa papelada afixada. No meio, um horário. Pelos vistos, só se pode ir livremente de manhã. À tarde, e só até às três, apenas por marcação. Eram duas da tarde. Pelos vidros, não se via vivalma. Mas havia luzes. Toquei à campaínha. Uma senhora, lá de dentro, pelo telefone, repetiu-me as horas de expediente. E explicou-me que, à hora a que eu ia, “só por marcação”. Perguntou-me para quando eu queria marcar. Eu disse: “Marque para agora, por favor!…” Abriu-me a porta, simpática. Fui muito bem atendido. Aquilo que eu pretendia resolver só o poderia fazer presencialmente. Os bancos transformaram-se em entidades totalmente impessoais. Com simpatia “à la carte”. Não gosto. Deve ser da idade, admito.

4 comentários:

Luís Lavoura disse...

Teve mais sorte do que eu há uns tempos, quando quis ser atendido num balcão da Carris. Disseram-me que tinha que ser por marcação e, por pirraça, que só podiam marcar para o dia seguinte. Nunca para o próprio. Por uma questão de princípio.

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Com todos os defeitos, minha rica Nova Rede, ou como quem diz MillenniumBCP.
Mas correu-lhe bem essa de marcar para agora, vou dar essa dica a quem se queixar que não consegue resolver certas coisas, pode ser que também cole.

Tony disse...

A Funcionária, ficou desfeita e assaz surpreendida, pela espontânea, diligente, simpática e interesseira do Sr. Embaixador.

A.B. disse...

O pessoal da Banca ( o que resta ) pensa que está em grande, horas selectas, agendamentos, e em geral a ausência daquela chatice que são os clientes. Em redor desse autismo profissional, a pandemia rodeou-os de processos e máquinas e as gentes tiveram de aprender a usá-las. Quando acordarem da sesta verão que não entra ninguém. E depois saem eles. Na Função Pública devia acontecer o mesmo, mas essa é uma vaca sagrada com um leite muito cobiçado.