quarta-feira, outubro 31, 2012

Vigília


Não resisto a transcrever, do seu blogue Tim Tim no Tibet, o poema do meu colega embaixador Luís Filipe Castro Mendes, intitulado "Vigília":

Não te deixes adormecer: 
é o que dizem a quem luta por estar vivo,
é o que nos dizemos quando
o frio já entrou muito fundo dentro de nós
e toda a vida se deixou cobrir de nevoeiro.

Não, eu não me deixarei dormir.
Descansa, tu que cada madrugada 
encontras as minhas mãos 
a afastar o frio e o nevoeiro.
Eu não me deixarei dormir.
Nós não nos deixaremos dormir.
O nosso amor é uma vigília sem quebras
e nunca nenhum povo se deixou hibernar.

Em tempo: e, para quem estiver em Lisboa, porque não dar uma saltada aqui.?

10 comentários:

  1. Anónimo14:52

    Lindo poema. Oxalá que assim seja. Que nunca nenhum povo se deixe hibernar...
    José Barros

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  2. Anónimo14:56

    lindo. obrigada.

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  3. Anónimo16:36

    Muito Bem - Parabéns ao poeta e embaixador Luís Filipe Castro Mendes. Gosto muito. Daniel Ribeiro

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  4. Anónimo17:13

    Excelente poema do Embaixador/Poeta
    mais há mais,não há?

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  5. Anónimo21:57

    Felizmente em tempos dificeis de crise há sempre homens poetas que incitam a resistir e mater a determinação.

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  6. Caro escriba, deixo-lhe aqui a mesma frase que deixei em casa do poeta :

    « La liberté et la démocratie exigent un effort permanent. Impossible à qui les aime de s'endormir. »
    de François Mitterrand
    excerto de uma entrevista ao jornal L'Express em julho de 1989

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  7. Bem aventurado dia em que o “nosso” Tim Tim, veio do Tibete, pelA pista indiana, com As Sete Bolas de Cristal para o Temple du solei. Sem Voo 714 para Sydney, Perdidos no Mar ou na Ilha Negra, o grande poeta Alcipe afasta-nos do frio com As Jóias da Castafiore.
    Merci, Tim Tim!

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  8. Há poemas que são as forças vivas na travessia do marasmo.

    Este estimula,como mãos seguras no leme.

    É tão bonito.

    Ás vezes é tão sensato não resistir.

    Parabéns também ao Sr.Embaixador Poeta, também se faz Abril com poesia.

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  9. uma curva descendente na 1a estrofe, ascendente na 2a.
    prémio bem atribuido, claro.

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  10. bem adequada a fotografia ao poema, algo negro ou cinzento, puxando para baixo, mas mostrando a saida ascendente

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