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sábado, outubro 27, 2012

Os tomates e a Europa

Só hoje me chegou uma crónica de Miguel Esteves Cardoso, no "Público", há três dias, sob o título "Não mexam nos tomates", que passo a transcrever, sem quaisquer comentários e sem sombra de modéstia:

"Estava ontem na primeira página do "Público": só a Califórnia é mais produtiva do que Portugal no tomate. Lá dentro, na peça de Jorge Talixa, são de festejar os 1,2 milhões de toneladas de tomates produzidas este ano. Este ano, por acaso, os tomates foram bem mais suculentos do que nos dois anos anteriores. Comemos muitos mas, sobretudo, não esbanjámos nenhuns, como naquela absurda festa espanhola do tomate, que todos os anos deixa larga nódia na nossa imprensa, como se fosse novidade. Quem nunca tiver visto uma foto de um jovem espanhol encharcado em sumo de tomate tem uma sorte invejável. Conseguimos até exportar 95% desses tomates. Isso rende-nos 250 milhões de euros: é um número redondo demais para ser inteiramente crível mas, pronto, é muito dinheiro.

O medo agora é que a UE, através da Política Agrícola Comum (PAC), venha a proibir tal abundância. Nesta altura em que de novo se fala de Portugal ser o melhor aluno da zona euro, lembro uma notícia de maio de 1996, altura em que Portugal produzia só 900 mil toneladas.

Também há 16 anos a PAC quis cortar-nos os tomates. O secretário de Estado para os assuntos europeus de então, Francisco Seixas da Costa, avisou logo que se tinha acabado essa história de sermos os "bons alunos" da Europa, com tudo o que isso "implicava de subordinação".

Mantenha-se a mesma insubordinação e pode ser que, daqui a 16 anos, cheguemos a 1,5 milhões de toneladas. E passemos à frente da Califórnia".

"O que interessa..."

"Estamos concentrados em resolver problemas", diz o primeiro-ministro, para quem lhe pede respostas concretas. É quase "tão b...