domingo, maio 18, 2025

A esquerda de Abril

No meio de todo este descalabro da esquerda, fico muito satisfeito pelo facto de o PCP e o Bloco terem tido candidatos eleitos. Não voto por aquelas bandas, estou frequentemente em desacordo com eles, mas, com o Livre, eles fazem parte da diversidade da nossa esquerda de Abril.

6 comentários:

  1. A sobranceria e a arrogância, que têm sido apanágio da esquerda , pagam-se caro. E o resultado aí está, o aumento da boçalidade no parlamento.

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    1. Anónimo01:44

      Já a boçalidade da extrema direita não lhe merece condenação

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  2. São gostos, que devemos respeitar, este de se sentir aconchegado pela companhia do PCP e do BE, partidos que sempre se distinguiram pela sua intolerância democrática, para dizer o mínimo. Só porque interpretam uma visão do 25 de Abril que fica agora reduzida ao apoio de apenas 1/3 do povo português.

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    1. Anónimo07:55

      Já o partido dos cheganos taberneiros é um exemplo de tolerancia, como aliás iremos continuar a confirmar.

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  3. Anónimo10:01

    O mais giro é que o mesmo povo que - por estar cheio de medo do Chega (que ninguém sabia bem o que era) -, recusou um homem honesto e com provas dadas no combate à corrupção (Rui Rui), agora, vota pela segunda vez num homem com óbvios problemas éticos (Montenegro), e dá quase um quarto de votos ao Chega (que hoje se sabe não tem ponta por onde se lhe pegue).

    Isto é, ou não é, um país de malucos???

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  4. João Cabral12:21

    A meu ver, e até estou bem acompanhado por Mário Soares, esquerda de Abril não significa esquerda democrática. Mas mesmo isso não deve obviamente impedir que estejam no Parlamento se for essa a vontade do eleitorado. No entanto, o quase desaparecimento dessa esquerda do Parlamento significa alguma coisa, o eleitorado não é pateta. A campanha do BE, sob o lema "taxas os ricos", assuntos como Gaza, Gaza, Gaza e uma Mariana Mortágua pouco ou nada empática não mobilizaram anteriores eleitores como seria óbvio, daí alguma transferência para o Livre. Quanto ao PCP, fiel ao discurso de sempre, está a definhar porque o seu tempo já não é este. Surpreende-me (ou não, dado o carácter totalitário latente) que depois destas "vitórias" nenhum se demita ou, no mínimo, sujeite o lugar a votos.

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