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segunda-feira, maio 19, 2025

Pedro Nuno Santos

Num ato de dignidade e coerência política, Pedro Nuno Santos pediu a demissão de líder do Partido Socialista e anunciou que não será candidato à reeleição. 

Não sou atualmente militante do Partido Socialista, mas fui apoiante da candidatura titulada por Pedro Nuno Santos nestas eleições. Faço assim parte dos derrotados da noite de ontem, com muito orgulho e total solidariedade. 

Nestas eleições, a mensagem política do PS não passou. Os portugueses não lhe deram suficiente suporte em votos e, como tal, há que ter humildade democrática para o aceitar, refletir e seguir adiante. 

O exercício de governo continua assim a competir à direita, a quem caberá encontrar soluções para prolongar essa governação. Se o quadro de representação parlamentar mudou, isso deveu-se exclusivamente a um exercício eleitoral provocado por um primeiro-ministro que, por motivos exclusivamente pessoais, gerou uma crise política, totalmente artificial. Sem estas eleições desnecessárias, provocadas por Luís Montenegro e por mais ninguém, a extrema-direita não teria chegado ao ponto a que chegou.

Na sua história, que se confunde com a da nossa democracia, o PS passou já por momentos bastante difíceis e, com o tempo, soube sempre superá-los e recuperar a confiança do povo português. O partido de Mário Soares, de Jorge Sampaio, de António Guterres e de António Costa é o eixo da nossa democracia, goste a direita de ouvir isto ou não.

Por isso, embora o que ontem se passou me entristeça, tenho a certeza de que o tempo fará justiça à mensagem socialista e de que, com ele, a esquerda voltará futuramente a orientar a governação do país.

Jaime Nogueira Pinto

Jaime Nogueira Pinto completa hoje mais uma década de vida. Há mais de cinquenta anos que somos amigos. Na política, como sabem aqueles a qu...