Todos os espanhóis de uma certa idade sabem bem o que significa "estar de Rodriguez". Há mesmo um filme sobre isso. Trata-se da situação de um cidadão que permanece na capital enquanto a família passa férias de verão em outro local. Não faço ideia quem possa ter sido o "señor Rodriguez", mas a verdade é que ganhou o seu lugar no imaginário social madrileno e espanhol.
Na leitura clássica que consagrou a expressão, estar "de Rodriguez" pressupõe a potencial adoção de comportamentos, em termos de entretenimento pessoal por parte dos maridos, eventualmente algo disruptivos face àquilo que uma cultura matrimonial tradicional poderia recomendar. (Espero tenham apreciado o eufemismo da fórmula que acabam de ler. Deu trabalho a construir!)
Pois, para mim, no dia de hoje, o estatuto "de Rodriguez", como se vê pela imagem junta, levou-me simplesmente a ir às compras. Quanto gastei? Toda a virtude tem o seu preço.
