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quarta-feira, dezembro 26, 2018

Sigmaringa Seixas


Um dia, num daqueles cruzamentos de pessoas em que as mesas do Piantella, o mais político restaurante de Brasília, eram férteis, o Toninho Drummond, um querido amigo desaparecido há meses e que, por décadas, foi a alma da Globo na capital federal, disse-me: "Francisco, você tem de conhecer aqui um seu primo!" Olhei para a pessoa que se tinha levantado para me cumprimentar e fiz uma cara interrogativa. Eu sabia que tinha, de facto, primos no Brasil, mas não estava à espera de encontrar algum por ali. A pessoa em causa também não. Era Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, um advogado, antigo deputado federal e militante do PT. Não era meu primo, apenas comungávamos o nome de família.

Voltámos a cruzar-nos por diversas vezes, sempre em ocasiões sociais e, claro!, passámos a tratar-nos por "primo", o que sempre deixava os circunstantes surpreendidos. Uma noite, em S. Paulo, no bar do Fasano, ambos fazendo horas para encontros, bebemos um vinho durante um bom quarto de hora de "papo". Ele era um homem muito cordial, bom conversador. Combinámos telefonar-nos, quando de regresso a Brasília. Isso nunca aconteceria.   

Sigmaringa Seixas morreu ontem, aos 74 anos. 

Entrevista ao "Público"

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