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domingo, dezembro 02, 2018

Livros


Quem gosta muito de livros é uma raça de gente especial, por vezes mesmo bem bizarra (como eu). Há quem adore comprá-los, quase tanto como de lê-los (como eu). Há quem leia um livro de cada vez e quem “ande” com mais de uma dezena em simultâneo (como eu). Quem os arrume e os “estanteie” com imenso cuidado e quem os mantenha empilhados, num insuperável caos organizativo, que dia a dia se agrava (como eu). Quem seja maníaco de colecionar primeiras ou raras edições e quem tenha tanto prazer em adquirir um belo “hard cover” na Hatchards como uma edição de bolso, bem usada, num alfarrabista de bairro (como eu). Quem cuide em obter dedicatórias dos autores que apanha à mão e quem se esteja mil por cento borrifando para isso (como eu). Quem só ande por livrarias “standard”, onde as coisas estão bem arrumadas por géneros, e quem “se pele” por descobrir, seja lá o que for, no meio do granel quase ingénuo de uma qualquer tabacaria esconsa de província (como eu). Quem cuide em manter impecáveis os volumes que possui e quem os sublinhe, os dobre, às vezes quase os “trate mal” (como eu). Quem esteja sempre disponível para emprestá-los e quem invente pretextos ridículos para os não deixar sair de sua casa (como eu). Quem só compre um livro “quando o rei faz anos” e quem sofra horrores quando passam dois dias sem adquirir um (como eu).

Cumpri anteontem um sonho muito antigo: visitar a mítica Libreria Regia, na zona histórica da cidade do México (demorei hora e meia, ido do hotel, só para lá chegar!), um dos maiores, mais desorganizados e mais deliciosos alfarrabistas do mundo. Nem imaginam a alegria que senti!

Ganhar a derrota

Há dois derrotados nas presidenciais que, pelos vistos, querem continuar a cavalgar a popularidade colhida na primeira volta e teimam em não...