domingo, dezembro 09, 2018

Estou farto...

... dos eleitos de qualquer espécie que acham que o facto de terem sido escolhidos num determinado dia lhes dá o direito de, ao longo de todo o seu mandato, poderem permanecer surdos às consequências diárias das suas políticas, pensando só terem de prestar contas no final.

... dos demagogos que acham que o “foguetório” vistoso da expressão da força violenta nas ruas pode, algum dia, vir a substituir a democracia representativa - isto é, a legitimidade essencial do voto popular, ponderada com a atenção permanente à opinião da sociedade civil.

... dos imbecis que, em especial aqui nas redes sociais, acham que aviltar constantemente as instituições da República (do presidente ao governo e parlamento, com o insubstituível papel dos partidos políticos) abre qualquer caminho para um melhor futuro do país - e nesses imbecis (com todas as letras) incluo os titulares de cargos públicos que, ao comportarem-se sem dignidade e com desrespeito por quem os elegeu e lhes paga, ajudam ao desprestígio dessas mesmas instituições.

Bom domingo! Viva a República!

10 comentários:

  1. Anónimo19:04

    Boa malha!
    É pá o nosso Seixas da Costa está mesmo zangado com o que tem vindo a acontecer. E se calhar tem razão.
    Temo que esta nossa querida Europa, devagar mas gradualmente, um dia deixe de parte alguns dos seus valores politico-sociais - e de ética - que sempre a caracterizaram e enverede por caminhos mais espúrios. A ver vamos o que esta França em ebolição nos reserva! Se Marine Le Pen chegar ao Poder (Eliseu), com a Itália, Polónia, Hungria, Austria, Rep.Checa e agora até, sorrateiramente, a Espanha e quem sabe a Alemanha a percorrerem perccursos políticos menos recomendáveis, pergunto-me o que será da Europa e da União Europeia (entre uns EUA com Trump e a Rússia de Putin).
    Enfim, aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos!

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  2. Francisco de Sousa Rodrigues19:45

    Bravo!

    Realmente anda aí uma certa esquerda muito entusiasmada com Democracias Diretas e C.ª Lda., o problema é que os tais heróis da Democracia Direta votam Trump, Bolsonaro ou Le Pen.
    Que bela desgraça seria se fossem os egoísmos de cada um a "governar" países.

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  3. Anónimo19:53

    Muito bem visto e ainda mas muito bem dito sr. embaixador.

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  4. Anónimo11:02

    É mesmo assim!!!

    E as agendas? Também tem uma agendazinha em versão "união ibérica"? Com o seu gosto por línguas...

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  5. Anónimo11:37

    Graças á Geringonça........

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  6. Anónimo11:54

    Até que morra! (a república claro)

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  7. Anónimo12:52

    Lido.

    Despacho:

    As Republicas com o tempo teem que se adaptar. A República de ontem não é igual à de hoje.
    Adaptem-se...... porque senão ficam uns conservadores piores do que os do Estado Novo.
    Esperemos que as novas gerações progridam no pensamento das ideias políticas em virtude das antigas já não satisfazerem o pagode.

    A aguardar oportunidade para deferimento.

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  8. Anónimo14:44

    É o Estado Corporativo. As poderosas são sempre contra tudo o que os governos assentes na legitimidade democrática e que nos representam a todos decidem em relação a elas próprias e a comunicação social dá-lhes audiência plena. É o caminho para autoritarismo e o fim da democracia
    Fernando Neves

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  9. Anónimo13:26

    Eu também estou farto. Conheço até muitos casos de gente que também está farta. Acontece que frente a um boletim de voto a fartura muitas vezes dá lugar ao desespero. Ponderando bem, é como ir a um restaurante com uma dúzia de pratos, dos quais de seis não conhecemos os ingredientes mas a proveniência é duvidosa, três fazem mal à saúde, e os outros três são absolutamente iguais e já há quarenta anos que os consumimos, e cada vez estão pior confecionados.

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  10. Anónimo16:03

    Texto interessante - não se coaduna é nada com a ética republicana vigente... E viva o Reino de Portugal...!

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