A entrevista, estranhamente longa e de conteúdo demasiado óbvio (desculpem lá, cara Luisa Meireles e caro Pedro Santos Guerreiro!), que Cavaco Silva deu ao “Expresso”, foi publicada no fim-de-semana do congresso do PSD.
Precisamente por essa “coincidência”, não deixa de ser impressionante que, sobre a figura que mais tempo liderou o PSD e o representou institucionalmente, tenha, nesse contexto, sido mantido um sepulcral e significativo silêncio.
Afinal, não consigo passar sem uma ironia: se o PSD tem esta “memória” de Cavaco Silva, não se espere que o resto do país tenha outra muito diferente...
ps - Pedro Santos Guerreiro estranhou o meu “estranhamente”. E, pensando melhor, tem razão: a entrevista tem o “comprimento” das restantes, no mesmo contexto. A minha reação foi de “cansaço”, mas a culpa foi do entrevistado.
ps - Pedro Santos Guerreiro estranhou o meu “estranhamente”. E, pensando melhor, tem razão: a entrevista tem o “comprimento” das restantes, no mesmo contexto. A minha reação foi de “cansaço”, mas a culpa foi do entrevistado.