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domingo, fevereiro 04, 2018

Eanes


Em dezembro, apresentei no Porto uma biografia do general Ramalho Eanes, escrita por Isabel Tavares.

Na ocasião do lançamento, dei naturalmente a minha perspetiva pessoal sobre o primeiro presidente eleito nesta era democrática. O que penso, com todos os “mixed feelings” sobre a figura de António Ramalho Eanes, havia já sido fixado neste texto.

O que hoje eu gostava de dizer, com a maior sinceridade, é que a entrevista dada por Ramalho Eanes ao “Expresso” desta semana confirmou plenamente aquilo que muitos admiradores confessos do general vinham desde há tempos a dizer-me: ele fez um percurso intelectual muito interessante, de grande rigor e seriedade, estruturando um pensamento coerente e sólido, de grande verticalidade democrática e forte consciência social. E, claro, revelando o grande sentido de Estado que sempre teve, além do homem de bem que é, conceito em que sempre o tive.

A ministra

Maria Lúcia Amaral deixou de ser ministra da Administração Interna. Jurista de primeira água, foi arrastada pela enxurrada mediática da inte...