No dia de hoje, imagino que ele estará de um lado diferente do meu, na questão que divide o Sporting. Mas é, desde sempre, um fogoso ”leão”, de primeira água.
Todo o país o conhece como o cirurgião dos transplantes de fígado. E também como um dos grandes amigos de Marcelo Rebelo de Sousa. Leio que vai acabar a sua carreira, dentro em breve, com a chegada à bela idade dos 70.
Conheci Eduardo Barroso em circunstâncias diversas, algumas das quais bem difíceis. A sua bonomia e jovialidade davam-lhe um ar simpaticamente “leve”, ajudado (então) pelo charuto e pelo saudável gosto por outras coisas da vida. Foi muito bom ter como interlocutor, em tempos complexos, um médico assim.
Em França, tive o orgulho de o ver reconhecido e elogiado pelos seus pares, num grande forum médico internacional, em que foi homenageado como uma das figuras cimeiras dessa magnífica arte de prolongar a vida. Vemo-nos a espaços, pelas curvas da vida, lisboeta e não só.
Hoje, deixo aqui um abraço de admiração e estima a Eduardo Barroso.