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terça-feira, fevereiro 13, 2018

Estava nas estrelas!

Estranhei (vá lá!, confesso, não estranhei) o silêncio nos dias subsequentes aos fogos. Os coletes amarelos, na sombra presidencial, diziam que sim com a cabeça a tudo, nessas horas em que a tragédia convocava inapelavelmente às mais radicais ações, no clamor por uma onda inédita de prevenção, para evitar o “remake” do caos, já em 2018. Quando o governo legislou, de braços arregaçados na tecla, perante um país atónito e preparado (teoricamente) para tudo, foram já audíveis, em baixos decibéis, algumas vozes, soando leves reticências, premonitórias do que aí vinha. Mas estava-se na hora do rescaldo, as agulhetas ainda pingavam a useira indignação, num discurso com barbas com nome. Há dias, quando li o aviso de que os fundos seriam cortados a quem não interviesse de forma eficaz no controlo e limpeza das matas, a quem não respeitasse a “deadline” temporal, tive um pressentimento: é demais, a bola vai já ser passada ao governo, deve estar por horas! Meu dito, meu feito! Afinal, quem terá a razão? Este é o país mais previsível do mundo!

"Da Guerra e da Paz"