A convite do Instituto de Defesa Nacional, tive ontem o gosto de apresentar, a par de um colega espanhol, aos auditores de Defesa Nacional de Portugal e Espanha, numa sessão em videoconferência que envolveu Lisboa, Madrid e Porto, a minha perspetiva sobre os impactos potenciais do Brexit nos equilíbrios e perspetivas de evolução futura da segurança e defesa da Europa.
Este é um tema muito interessante, e cujo tratamento pouco ainda tem evoluído, no dédalo negocial que é o Brexit, e que também se liga aos equilíbrios no seio da Nato e às relações com os Estados Unidos e que implica uma atenção às diferentes culturas de segurança, por virtude da diferenciada posição geopolítica, que atravessam a própria União Europeia.
Dei algum destaque às propostas da primeira-ministra Theresa May neste domínio, apresentadas a passada semana à Conferência de Segurança de Munique, bem como às “respostas” de Jean-Claude Juncker. Mas o verdadeiro debate ainda não começou.
Preservando a reserva deste tipo de exercícios, quero apenas notar que a perspetiva global espanhola não parece afastar-se muito da que Portugal tem vindo a defender neste contexto, não obstante, no que toca à atitude face ao Reino Unido, as sensibilidades de ambos os países partam de posições de base algo diferentes.