Somos todos, um pouco, americanos. Cada um à nossa maneira. Por muito que alguns o não queiram assumir, todos temos "a nossa América" em que nos revemos, todos "votamos" nas eleições por lá. Às vezes, cansados do Chile ou do Iraque, fingimos que nada temos a ver com "aquilo", mas, logo que nos aparece um ET pateta a defender a Sarah Palin, temos logo um Obama para lhe mandar à cara. Quando os "neocons" da paróquia destilam Chicago, lançamos mão de um Stiglitz ou um Krugman para lhes retorquir. Por cada Reagan ou Wayne que saia do baralho mccarthista, emergirá sempre um Woody Allen ou um Sean Penn para nos reconciliar com o Novo Mundo. Para cada "Washington Times" há sempre um "The New York Times".
Há uma América para todos os gostos. A minha tem lá dentro Jon Stewart e hoje, dia em que vai para o ar o seu último "Daily Show", não consigo conter a minha nostalgia.
