domingo, 24 de outubro de 2021

“Observare”


A vida faz-se de ciclos. E os ciclos fecham-se. 

Há um ano, o professor Luís Tomé, que dirige o centro de investigação “Observare”, na Universidade Autónoma de Lisboa, foi desafiado, pelo então jornalista da TVI Pedro Pinto, a organizar um programa de análise e debate sobre relações internacionais na TVI 24, que passaria a ter o nome daquele centro. 

Luís Tomé e Pedro Pinto convidaram o professor Carlos Gaspar e eu próprio, ambos colaboradores daquele centro de investigação, a integrar, em permanência, o programa.

O “Observare” da TVI 24 durou precisamente um ano. Pedro Pinto saiu, entretanto, da estação e Filipe Caetano e Pedro Bello Moraes assumiram a coordenação do programa. Ao longo deste ano, outros investigadores da UAL foram chamados a participar, nas nossas faltas ou para aprofundar temáticas em que eram especialistas.

A TVI24 vai passar a ser, dentro de um mês, a nova CNN Portugal. O “Observare” não fará parte da sua grelha, pelo que o nosso programa fica por aqui.

Um forte agradecimento ao Luís Tomé, que me formulou o convite para integrar o núcleo de colaboradores residentes, mas igualmente aos jornalistas da TVI que nos acompanharam, pelo seu profissionalismo e pela simpatia da sua companhia. Foi uma experiência muito interessante e estimulante, creio que para todos nós. 

Mas desejo, muito em especial, deixar a minha gratidão a quantos acompanharam o programa, alguns dos quais nos foram fazendo chegar reações e sugestões, ao longo destes 12 meses. Foi para eles que trabalhámos.

O ciclo do “Observare” na TVI encerrou agora. A vida continua.

5 comentários:

Flor disse...

Life goes on! ;)

Luís Lavoura disse...

Um programa que dura somente um ano não chega a fazer História...

maitemachado59 disse...

que comentario mais descabido, LL

maitemachado59

Carlos disse...

Embora eu seja um apreciador dos programas sobre a matéria e gostasse de conhecer os pontos de vista dos oradores sempre me pareceu que havia faltava qualquer coisa a este programa. O formato focado em torno dos temas actualidade apresentava os assuntos de forma pouco criativa. Por exemplo, quando se falava sobre o Afeganistão … tínhamos uma série de intervenções faladas mas não havia uma imagem, um gráfico, um mapa que ajudasse a criar um contexto informativo para a discussão. Lembro-me por exemplo dum programa (que seguramente o Embaixador deve recordar), salvo erro passava num dos canais franceses FR2 ou FR3 e no canal franco-alemão Arte, chamado “les dessous des cartes” que era um excelente exemplo de uma discussão informada sobre as questões da geo-política e relações internacionais. Num estilo diferente as.notas semanais de Paulo Portas (que assume o papel de one man show) são no plano comunicacional muito mais eficazes.

Não se trata de desmerecer o esforço e o empenho das pessoas envolvidas mas acho que é útil fazer um balanço … até porque este é um tema que apesar da sua importância continua a ser pouco abordado ( é frequentemente maltratado) na TV

De qualquer forma obrigado pelo contributo e vamos esperar para que o sucessor do “observare” seja mais bem sucedido

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Carlos. Paulo Portas recebe pelo seu programa. Nós os três fazíamos o nosso “pro bono”, sem a menor compensação financeira.