Uma das duas revistas semanais de informação da nossa praça trouxe ontem uma capa (porque é da capa, e só dela, que falo) sobre Carlos Moedas que é o retrato exato da indignidade em jornalismo.
Tenho bastante pena pela revista, de que sou leitor desde o número um e de que, há muitos anos e em outras encarnações editoriais, cheguei a ser colaborador.
Conheço por lá gente que me merece consideração pessoal (não obstante eu próprio por ali ser zurzido, de quandoem vez, risco que agora deve aumentar), que lamento ver deslizar no plano inclinado para a mediocridade jornalística.
Espero que não surjam desculpas esfarrapadas, arguindo que, no texto que figura no seu interior, nada do que se escreve é repreensível e que o que se assinala na capa apenas reflete aquilo que a própria figura visada já tinha tornado público!
Não brinquemos! Se a revista finge não perceber a gravidade daquilo que fez - pior, se vier a procurar desculpar-se com “technicalities” e alibis de pacotilha - então apenas confirmará aquilo que muitos suspeitavam e que alguns teimavam em acreditar que não podia ser verdade: que se converteu, irremediavelmente, a uma conhecida e “infamous” escola de “jornalismo”, que, nos dias de hoje, representa o pior daquilo que existe na comunicação social portuguesa - e todos sabemos do que estou a falar!
Mas há uma esperança: a revista ainda vai a tempo de pedir desculpas formais a Carlos Moedas. Terá essa coragem ou assumirá o desplante, num editorial cheio de soberba, no seu próximo número, de achar que tinha consigo a razão? Vai ser um belo teste. Ficamos à espera!