terça-feira, 15 de junho de 2021

Francisco Mantero


Hoje, num almoço, alguém anunciou: “Morreu o Francisco Mantero!” Dei um salto na cadeira! Não terá sido a pandemia que o matou mas havia sido a pandemia que, há mais de um ano, tinha suspendido a aperiódica tertúlia almoçante “dos Franciscos” que ele, o Francisco Falcão Machado e eu mantínhamos, por sua iniciativa, há já alguns anos. 

Não vou por aqui desenvolver o currículo do Francisco Mantero, que o Google nos traz, com pormenor. Conheci-o melhor nos idos de 80, quando os dois trabalhámos, por alguns anos, na área da “cooperação para o desenvolvimento” - um tema que sempre muito nos mobilizou. Antes, tinhamo-nos já cruzado em Angola, num jantar na residência do António Pinto da França. 

O Francisco era um homem que dedicou grande parte da sua vida às questões africanas, em especial no setor empresarial. Ia muito a Paris, onde cooperava com a OCDE e onde nos vimos por mais de uma vez. Culto e muito bem preparado intelectualmente, com opiniões fortes, era um magnífico conversador, com histórias deliciosas, fruto de uma vida muito interessante. Quer o Francisco Falcão Machado quer eu apreciávamos, em especial, a leitura crítica que o Francisco Mantero fazia de certas figuras da nossa carreira diplomática, área que ele, por artes que nunca entendi, conhecia ao detalhe. 

Tenho muita pena de ter perdido a minha já longa amizade com o Francisco Mantero, a cuja família deixo os meus sentimentos. 

Agora, desafio o Francisco Falcão Machado para que nos encontremos num almoço, a dois, num tributo póstumo ao nosso amigo homónimo. O mundo está perigoso! 

1 comentário:

maitemachado59 disse...

Que interessante: nao sabia que conhecia o meu irmao, FFM. Claro que pensava que devia saber quem era, mas so isso.

Boa almocarada!

maaitemachado59