terça-feira, 1 de junho de 2021

Política paga

A propósito de uma polémica que hoje anda pela Global Media, gostava de lembrar que devemos ser dos poucos países democráticos do mundo onde personalidades políticas eleitas dispõem de colunas de opinião em órgãos de comunicação social. É uma espécie de “tempo de antena” pago...

3 comentários:

josé ricardo disse...

E Conselheiros de Estado comentadores televisivos. E comentadores que mantêm o comentário televisivo como trampolim para a Presidência da República (não estou a falar do Marcelo) ou para primeiro-ministro. E comentadores políticos e futebolísticos em simultâneo. E deputados que comentam futebol. E primeiros-ministros que deixam de o ser para ocupar outro cargo de maior proveito pessoal (Durão Barroso). E presidentes de Câmara que o deixam de ser para ocupar outro cargo de maior proveito pessoal (António Costa). E...

Jaime Santos disse...

Parece-me que isso revela, antes de tudo, a tremenda falta de vozes independentes de qualidade na imprensa ou na televisão. E não estou a falar de pessoas politicamente neutras, mas simplesmente sem ligações aos Partidos ou pelo menos desligadas da política ativa.

Vejamos, no Expresso temos o Henrique Raposo, o Daniel Oliveira, o Pedro Adão e Silva, no DN o Pedro Marques Lopes e a Fernanda Câncio, no Público a Maria João Marques e o Rui Tavares (mantém-se ligado ao Livre, mas não creio que exerça funções de liderança). Há também quem valha a pena ler no Observador. A lista não é exaustiva, mas acho que não são muitos mais os que realmente escrevem bem. Na televisão são mais (os de cima também opinam quase todos), mas não são muitos mais.

A minha conclusão é que a política tem o que de melhor se escreve e opina em Portugal, lamentavelmente, e daí a necessidade de recorrer ao comentário pago...

Augie Cardoso, Plymouth, Conn. disse...

Palermices de ditaduras disfarcadas, desde 1910