quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mário Ruivo

Foi o meu primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros - dos 19 que já tive (é verdade!). Encontrámo-nos, há dias, por acaso, numa esplanada de Paris. Durante bem mais de uma hora apreciei, deliciado, o entusiasmo que coloca em tudo quanto continua a fazer e as memórias riquíssimas que conserva, de quem atravessou tempos decisivos para Portugal.

O professor Mário Ruivo é, de há muito, a alma por detrás do esforço de tratar os oceanos como uma das nossas mais preciosas riquezas. Em todos os tempos políticos e nas várias e (infelizmente) diferentes vagas de interesse, entre nós, sobre essa temática em que é um reputado especialista internacional, vimo-lo sempre como uma figura indiscutida e indiscutível, cujo prestígio ecoa por toda a parte, com grande benefício para Portugal.

Nessa bela noite de conversa, para além dos oceanos, falou-me de um mar de coisas, desde os seus alvores na política até à sua aventura governativa, dos tempos de Itália e do seu cruzamento com inúmeras figuras que por lá passaram, em momentos difíceis. Mário Ruivo é uma personalidade positiva, com uma dose de compreensão e de entendimento dos outros que traduz a delicadeza de uma grande senhor.

5 comentários:

V disse...

E eu a pensar que o Dr. Mário Soares é que era o grande especialista dos oceanos...
Ignorância minha, caro Embaixador.
V

José Martins disse...

Senhor Embaixador,
Bom que se recordem os bons homens e o Ministro Mário João de Oliveira Ruivo, mesmo com a pasta de Ministro dos Negócios Estrangeiros por 42 dias...!!!
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Há sempre gente (boa) que passa por nós, nos marcou e prazer de a encontrar e relembrá-la.
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A vida faz-nos partidas deliciosas.
Saudações de Banguecoque
José Martins

P.S. Um ex-ministro dos Estrangeiros,que o Senhor Embaixador Seixas da Costa,não gostaria de encontrar em Paris e passaria ao lado é um que não vou revelar o nome. Todos estamos sujeitos a enfrentarmos bons e maus encontros...

Helena Sacadura Cabral disse...

Excelente lembrança, Senhor Embaixador, de uma pessoa que respeito muito e de quem se deixou de ouvir falar.
É bom saber que continuam a existir almas assim. Pena é que sejam tão pouco lembradas.
Uma TV Memória talvez devesse ter um programa que avivasse a memória dos portugueses, tendo como tem um riquíssimo espólio. Só que os "enlatados", mesmo antigos, é que, ao que parece, compensam...

Anónimo disse...

Sou muito amigo, cuja relação herdei do António Alçada, há muitos muitos anos. Gostei muito da referência e do elogio. É um dos portugueses com maior prestígio internacional, e tem um coração de oiro! - GOM

Raimundo Narciso disse...

Ando à procura do telefone (o telemóvel avariou e levou metade dos telefones)ou do email do Mário Ruivo por isso perguntei ao Google e ele trouxe-me aqui a um encontro muito agradável com ele e com o autor dopost. Sou amigo desde a universidade da irmã Beatriz, bióloga, e do irmão Henrique pintor e escultor.São os três pessoas excepcionais.