sexta-feira, 25 de junho de 2010

Souto Moura

Os franceses ficam sempre encantados quando ouvem uma certa geração portuguesa expressar-se bem na sua língua. Embora lamentando muito, costumo acabar-lhes cedo com as ilusões, informando-os que, com algumas exceções, somos, em Portugal, uma "raça em extinção".

Ontem, ao ouvir Eduardo Souto Moura ler um belo texto num excelente francês - no qual assumiu a inspiração da sua obra na de Mies van der Rohe -, foi muito curioso ver o público presente na sessão anual da Académie de l'Architecture, aqui em Paris, prolongar essa ilusão de que Portugal permanece como sólido pilar do proselitismo linguístico da língua francesa. Não é verdade, infelizmente.

Souto Moura esteve em França para receber um prémio pela sua obra, dado pelos seus pares franceses, consagrando assim um reconhecimento internacional da arquitetura portuguesa que a todos nos honra.