sábado, 12 de junho de 2010

Europa

Uma intensa agenda de compromissos com a Comunidade portuguesa em França, durante estes dias, impediu-me de aceitar um convite para estar hoje nos Jerónimos, na comemoração dos 25 anos de assinatura do Tratado de Adesão de Portugal às então Comunidades Europeias.

Tive o privilégio profissional de integrar, meses depois dessa data, a primeira equipa que, em Lisboa, passou a coordenar as relações com Bruxelas. A Europa ocupou, desde então,  uma parte importante da minha vida. Dez anos depois da adesão, couberam-me responsabilidades diferentes nessa mesma área, desta feita de natureza política, por um período de mais de cinco anos. Sobre a Europa escrevi e palestrei muito.

Ao fim deste tempo, de tudo o que se passou desde então, às vezes dou comigo a pensar se ainda acredito no futuro do projeto europeu. Quero acreditar, até porque ele é do interesse objetivo de Portugal. Mas cada vez mais me interrogo se, num ambiente político que é bem diferente dos anos de entusiasmo que já se viveram, as coisas irão evoluir no melhor sentido. De uma coisa tenho absoluta certeza: alguns dos países que, desde o início, estiveram no centro do processo integrador europeu vão acabar por arrepender-se da sua recente deriva para a intergovernamentalidade. Resta esperar que ela não acabe por ser trágica para todos os restantes.

No que a Portugal toca, neste dia, um mínimo de justiça obriga a que lembremos a figura histórica que, no momento certo, soube conduzir-nos pelos caminhos da Europa: Mário Soares. 

Sejamos otimistas e ouçamos hoje o meu velho amigo Fausto a cantar o seu "Europa, querida Europa".

8 comentários:

Anónimo disse...

Pelo Menos...
Não nos ficamos só a lastimar ...

Quisiera haber querido
Lo que no he sabido querer.
"(Me equivocaría otra vez: FitoFitipaldis)"

Os Sr.s Primeiro Ministros estavam impecáveis, ambos os fatos... e as gravatas... A do nosso Linda um dourado discreto, mas a meu ver talvez uma camisa verde água(Só vendo).
Isabel Seixas

Sabe?... Professora, estamos perto de Barcelona, os Espanhóis ainda nos tratam melhor que os Portugueses, ainda não falamos catalão, mas percebemos quase tudo, e os doentes gostam tanto de nós...

Já casamos e compramos apartamento, já temos um carrito só nosso, como já temos o curso por Bolonha e somos licenciados já vamos começar a dar formação...Só estamos quase há um ano...
Não, não em principio já ficamos por lá.

Helena Sacadura Cabral disse...

E também, Senhor Embaixador, o nome de Ernâni Lopes. Esta minha memória...

Helena Oneto disse...

Se o Senhor Embaixador, que para ele tanto contribuiu, começa a duvidar do futuro do projeto europeu, em que futuro deverão os nossos filhos apostar?

Anónimo disse...

Viver...
Também o dia a dia...
E a Europa é Realidade... Para além da vizinhança agora acessivel quase sem distância.

No presente a Europa já É o Futuro

Hoje no âmbito da Eurocidade Chaves /Verin está organizada uma caminhada entre Portugueses e Espanhóis (pela divisão de Desporto do Nosso Municipio/Chaves).

Saímos às oito (As mulheres todas desta familia, Mãe incluida, os homens dormem ainda atordoados pelo efeito do coro Zangão), nunca mais chegam as horas(Estou pronta desde as sete)... Vai tudo com a ilusão do corpo perfeito e da aquisição rápida de saúde cardiovascular através também da absorção dos fluidos salutares transmontanos e galegos...

Pois eu levo três intenções...

Saber a receita da "tarta" de amêndoa de Santiago.

Falar...E aprender corretamente Espanhol...

E aguentar a caminhada...
(Os professores de desporto às vezes passam-se e esquecem que cada caso é um caso nisto da tolerância ao esforço)

Espero bem espero que amanhã não se dê conta que as minhas articulações sofrem de sedentarismo, não as neuronais, nem do meu sistema límbico ou fonador só as do aparelho musculoesquelético.

Bom Domingo
Isabel SEixas

Anónimo disse...

Gosto francamente desta expressão do Dr. Mário Soares...

Idónea de Quem Sabe ...
Que é preciso saber Esperar...
Isabel Seixas

Helena Sacadura Cabral disse...

Isabel fiquei rendida ao "corretamente". Pronto, já está feita adesão ao A.O.L.B!

Anónimo disse...

Oh! Doutora Helena

No intuito de lhe facultar a aquisição de mecanismos de coping, sem dor emocional do desapego...
Porque não encara o acordo como contenção... medida de austeridade de letras supérfluas ou inócuas ou snobes, então!:::Também se não se lêem...

Já o mesmo não digo se não nos deixam falar... Deus me livre
Isabel Seixas

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó Isabel com essa da "contenção" e das "medidas de austeridade" fiquei arrasada.
Pronto, já percebi porque entrou o Acordo este ano em vigor...
Avisem por favor o Graça Moura!