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terça-feira, maio 20, 2025

Estejam atentos

De agora em diante, vamos começar a assistir à tentativa de descaraterização do Chega como um grupo de extrema-direita. Vai começar (se é que já não começou) em certa imprensa, nos comentadores e nos agentes políticos a quem convém normalização do Chega.

12 comentários:

João Cabral disse...

A "anormalização" do Chega, seja no Parlamento, com as linhas vermelhas, nas entrevistas ou nos esgares de desprezo de comentadores e jornalistas, fez com que, em 6 anos, passassem de 1 deputado para mais de 56. Será bom não cair no mesmo erro. O Chega precisa de ser normalizado e integrado no sistema, só assim será possível combatê-lo e fazer com que se torne menos radical. Não foi assim com o PCP, por exemplo? Nem é preciso ir lá fora buscar exemplos.

josé ricardo disse...

Essa hipocrisia já começou. Se tivermos em conta a quantidade de pessoas que se encontra chocada com a votação no Chega, só podemos concluir que essas pessoas não votaram no Chega. Ou então considerar que os russos (ou Putin, tanto faz) são os culpados, como o foram na Roménia, nos EUA, etc.
É só escolher.

hmj disse...

Um senhor de Fafe parece que já iniciou a camanpha.

Anónimo disse...

Parece-me que o facto de o Chega passar a ser a segunda força política vai, contribuir, por si só, para uma maior atenção da classe jornalística e para uma maior "responsabilização" do partido. Vamos ver se o Chega estará à altura. Ao mesmo tempo, a AD vai ter de falar com o Chega e não, como fez, votá-lo ao ostracismo, com maus resultados, como se vê agora.

Anónimo disse...

vai ser fácil porque eles têm um deputado preto brasileiro e outro mestiço moçambicano. a resposta à questão do racismo é imediata e sem espinhas.

carlos cardoso disse...

Podemos não gostar do Chega (eu não gosto nem das ideias, nem das pessoas nem da maneira como « fazem política ») mas, sendo um partido autorizado pela legislação, deve ser considerado « normal ».

Anónimo disse...

Num restaurante aqui perto onde vivo, ouvi uns comentários, numa mesa ao lado, por parte de uns simpatizantes do Chega, que, sem cerimónia e nenhum recato, como lhes competira, ilustraram bem o que aquela rapaziada pensa desta nossa Democracia:
“Depois de comermos o PS, a seguir engolimos o PSD, ou AD, ou lá como essa m..se chama”.
“O Ventura terá de pressionar o Montenegro para fazê-lo aceitar uma revisão constitucional e acabarmos de vez com a porcaria desta Constituição, socialista e comuna. A IL vai apoiar essa revisão”.
“Há tipos no PSD com abertura para falar com o Chega e assim poder-se reformar-se radicalmente este país”.
“A esquerdalha ficou reduzida a menos de um terço no Parlamento, fantástico!”
“Isto vai, a coisa faz-se. Já reduzimos a esquerda a um quinhão na AR. Agora o problema, obstáculo, é a AD, mas não estão tão longe assim. É uma questão de tempo até a o Chega ser o principal Partido político!”
Mais risada, menos risada, até um brinde foi feito (à glória do Chega, digo eu), assim vai este país, que, ainda há uns 5 anos tinha, no Chega, um deputado - e hoje deverá ter uns 60, uma vez concluída a contagem da emigração e passar a segundo Partido nacional.
Enfim, em política já vi de tudo, da Ditadura ao crescendo do Chega. Que mais nos esperará?
a) P. Rufino
PS: de facto, esta nossa Comunicação Social muito contribuiu para a ascensão do Chega. O David Dinis disse isso mesmo, num painel de comentários, onde foi interrompido para se ver o rapaz Ventura a sair de, mais um hospital, depois de ter ido colocar mais uns pensos no corpo.

Anónimo disse...

O meu agradecimento:
- ao Ministério Público, que permitiu a legalização do Chega, mesmo com a apresentação assinaturas falsas;
- ao Ministério Público, pela alargada época de caça ao politico corrupto, de preferência socialista;
- ao Ministério Público, por não saber o que é segredo de justiça;
- ao Ministério Público, por abrir inquéritos preventivos em vésperas de eleições;
- à imprensa, pela caça implacável ao socialista ladrão;
- à imprensa, transformada num imenso Observador, pelo espaço de comentário à direita que odeia a esquerda;
- à imprensa, por dar voz aos reacionários, aos racistas, aos xenófobos e misógenos;
- à imprensa, por premiar os políticos sem ética;
- ao Presidente da República, por preferir o caos laranja a um Governo com Centeno;
- a quem aprovou legislação que permite a imigrantes acabados de chegar a Portugal, e a emigrantes longe de Portugal há 50 anos, o direito a votar Bolsonaro votando no Chega.

Anónimo disse...

Interessante vai ser ver como é que, por exemplo, a comunicação social para pelos impostos de todos os portugueses, vai continuar a ignorar as opiniões de 1/4 dos ditos.

Paulo Guerra disse...

Concordo que o Chega também é filho da Judicialização da Politica em Portugal. A presença de Sergio Moro e os seus pares em sucessivas Conferencias da Justiça em Portugal não foi por acaso. O edifcio da nossa Democracia e nomeadamente os Tribunais como Orgãos de Soberania, onde a Democracia menos entrou. Juizes dos Tribunais Plenarios continuaram a presidir Julgamentos no dia 26 de Abril como senão tivesse acontecido nada de especial nos Tribunais em Portugal durante a Ditadura.

E também concordo que o Tribunal Constitucional devia ter defendido melhor a Democracia em Portugal na época da legalização do Chega. Segundo julgo saber vários artistas fizeram mais do que suficiente para serem afastados durante vários anos da Casa da Democracia e da política partidária activa. E quem sabe, refreava-lhes mais o ânimo. E não foram só as assinaturas falsas e os mortos. Porque a Constiuição e a Democracia também se defendem e se preciso for num Tribunal Criminal. A própósito, hoje na revista britanica Spectator: https://www.spectator.co.uk/article/democracy-dies-in-romania/

Anónimo disse...

O problema não é o MISTÉRIO PUBLICO, mas sim quem lá está e quem os nomeou, do mesmo modo que o problema não é a MÉDIA, mas sim quem são os SEUS DONOS, e os jornalistas sem ética, que fazem tudo para agradar ao dono, alguns porque a vida tá difícil, outros por convicção mesmo. E só para dar uma ideia do que nos espera, os cheganos já querem começar a fazer censura, ao quere proibir o concerto do VAZ MAIA na Azambuja.

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

“Depois de comermos o PS, a seguir engolimos o PSD, ou AD, ou lá como essa m..se chama”.

O plano é, nem mais, nem menos, esse.
Luís Montenegro neste momento deve ter muitos anjinhos e diabretes de roda dele.

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