Ela tinha um ar de vida próspera. Bem vestida, devia ter sido bonita, até que os quilos da cinquentena haviam chegado para ficar. Estava no início de algum desmazelo.
“Ponho na conta de que quarto?”, perguntou o empregado da Pousada.
Ela hesitou. Voltou-se para o marido, que ia a passar: “Qual é o número do quarto dos meus pais?”
“Não sei. Põe no nosso”.
“Isso é que era bom!”, disse, alto. E lá foi ela, três salas adiante, para poupar nove euros. Regressou com o número do quarto dos pais.
Poupanças.Há um país de gente assim. Coitados! Devem estar ricos. Mereciam ser deserdados.
