domingo, 30 de agosto de 2020

Flagrantes da vida real


“Dois chás de camomila e um café”. 

Ela tinha um ar de vida próspera. Bem vestida, devia ter sido bonita, até que os quilos da cinquentena haviam chegado para ficar. Estava no início de algum desmazelo.

“Ponho na conta de que quarto?”, perguntou o empregado da Pousada.

Ela hesitou. Voltou-se para o marido, que ia a passar: “Qual é o número do quarto dos meus pais?”

“Não sei. Põe no nosso”.

“Isso é que era bom!”, disse, alto. E lá foi ela, três salas adiante, para poupar nove euros. Regressou com o número do quarto dos pais. 

Poupanças.Há um país de gente assim. Coitados! Devem estar ricos. Mereciam ser deserdados.

7 comentários:

Anónimo disse...

Cambada de gente sem princípios! Como é que se combate isto? Não sei

netus disse...

Boa noite
Salvo melhor opinião, que sempre respeito, provavelmente não eram merecedores de andar nessa belíssima pousada.....he....he...
António Cabral

Luís Lavoura disse...

Dois chás de camomila e um café por nove euros???!!! Que roubo!

Lúcio Ferro disse...

Quanto azedume, senhor embaixador. ^_^

Corsil Mayombe disse...

Culpa dos progenitores, que habituaram mal os seus rebentos!

AV disse...

Deplorável e triste. No entanto, não estou a ver o que é que a aparência física da senhora tem a ver com a mesquinhez das suas acções.

Anónimo disse...

até é possível que fossem os babás dos pais e que o trabalho de acompanhamento que faziam,
incluía pagamento em regime de pensão completa na pousada de luxo!
porquê sempre imaginar cenários sinistros?!