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sábado, novembro 11, 2017

Panteão


Às vezes, vale a pena abanar as consciências, doa a quem doer. A realização do jantar da Web Summit no Panteão foi uma dupla insensatez. De quem a promoveu e de quem a autorizou. Reconheceram isso o ministro da Cultura, o primeiro-ministro e o presidente da República. Ainda bem!

O evento tinha cobertura legal, com base num despacho do anterior governo? Já se tinham realizado jantares idênticos e ninguém protestou? Nem tudo o que é legal é necessariamente sensato. E os erros do passado não servem de alibi aos do presente e, pelo menos, podem ajudar a evitá-los no futuro. 

O normativo legal que, erradamente, permitiu o ato vai agora ser mudado. Ótimo, mais vale tarde do que nunca. Mandaria o decoro que quem o subscreveu guardasse de Conrado o prudente silêncio, em lugar de esbracejar agora, postumamente, numa ridícula tentativa de guerrilha virtual com o presente.

A regra, a partir de agora, é muito simples: à sua maneira, para além de um monumento, o Panteão é um cemitério. E não se janta em cemitérios. Ponto. Passemos à frente!

Entrevista ao "Público"

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