domingo, 5 de novembro de 2017

Catalunha


O principal defeito das teorias conspirativas - “não é por acaso que...” - é a crença de que a inteligência dos homens é suficientemente poderosa para engendrar efeitos que, depois, se conjugam no futuro que nem um puzzle. Para os adeptos desse género de enredos, quase se poderia dizer que a justiça espanhola, ao criar uma crescente vitimização em volta dos governantes catalães, com a criminalização do ato secessionista e a detenção dos seus responsáveis, “está feita” com os independentistas, criando, a cada dia, condições para favorecer a sua vitória nas eleições regionais de 21 de dezembro. Como é no dia seguinte a esse sufrágio que se saberá o resultado da lotaria anual espanhola, podemo-nos mesmo perguntar se ”El Gordo” não acabará por sair aos catalães.

4 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Se fosse castelhano, teria sempre presente no espírito as palavras do Mahatma Gandhi, que apesar de ser o apostolo da não-violência como era conhecido, disse entretanto: - “Creio verdadeiramente que onde existe a possibilidade de escolher entre a covardia e a violência, aconselharia a violência”.

E quando leio no jornal “ABC” as palavras do general Fernando Alejandre Martinez, chefe do Estado Maior das Forças Armadas, que “ a história demonstrou que s Forças Armadas sabem defender a nação” quando” é necessário”, e que são garantes da “União Nacional”, então podemos recear todas as provocações da ressurgência franquista de Rajoy.

Piores ainda que aquela que entende para operar uma involuçao democrática, à escala de toda a Espanha, para recusar de pôr em questão a constituição de 1978 e para matar no ovo toda reivindicação social, assim como aquela, democrática, duma Constituinte, que ele tanto criticou na Venezuela.

Os castelhanos, que usurparam o nome da IBERIA para encurralar as nações, e criar um Império, não deixarão facilmente as Nações seguirem o seu destino próprio.

Portugal escapou a tempo, pela violência, com a ajuda da ONU, e do seu Secretário Geral, o papa Alexandre III.

Anónimo disse...

Caso em que a sorte grande nos sairia a nós.
Ná, não acredito no Pai Natal.

Anónimo disse...

Que alguém explique ao Freitas que a graçola que ele tenta impingir não faz sentido algum:
- porque a ONU não manda mas o Papa mandava
- porque o Papa foi comprado com muito ouro enviado pelo D. Afonso Henriques

Eventualmente... se os catalães oferecerem alguma coisa ao Guterres :)

Joaquim de Freitas disse...

O anónimo das 20;17 escreve : - porque a ONU não manda mas o Papa mandava.
E, “Eventualmente... se os catalães oferecerem alguma coisa ao Guterres :)


A ONU, e o seu Conselho de Segurança ; têm certos poderes, que utiliza de vez em quando, segundo certos critérios. Particularmente segundo o poder dos Estados.

A invasão do Iraque, do Vietname, da Líbia, o bombardeamento da Sérvia e a independência do Kosovo, e tantas outras manobras do mesmo género nunca puseram problema à ONU…porque eram caucionadas pelo proprietário das terras de Manhattan.

Estao nas suas atribuições :-
Manter a paz e a segurança internacionais.
Investigar sobre todo diferendo ou toda situação que poderia provocar um desacordo entre nações. A Catalunha é uma Nação.
Recomendar os meios de arranjar um tal diferendo ou os termos dum regulamento.
Enfim, o anónimo está mais motivado pela pesagem do ouro do nosso D. Afonso Henriques, que não sabia que era rico, e do nosso secretário-geral da ONU que não aprecia.Porque é PS. Assim vai a politica…