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sábado, novembro 18, 2017

Condecorações


O meu amigo e colega José de Bouza Serrano, publicou há pouco no seu portal do Facebook esta magnífica imagem. 

O embaixador Bouza Serrano foi chefe do Protocolo de Estado e é autor de um livro sobre o tema que faz escola entre nós. Várias vezes lhe telefonei de sítios longínquos, como ele se lembrará, inquirindo sobre a “doutrina” a seguir, em hesitações conjunturais...

A imagem lembrou-me uma historieta, que um dia já por aqui contei.

Em 1979, na Noruega, como encarregado de negócios de Portugal, chefiando a embaixada na ausência do embaixador, fui apresentado, com o meu colega espanhol Rafael Conde de Saro, atual Cônsul-Geral em Nova Iorque, ao rei Olavo V, durante uma cerimónia de gala no palácio real. Na altura, nenhum de nós tinha qualquer condecoração, pelo que devíamos parecer simples “pinguins” de casaca...

O soberano, que era um homem de grande bonomia e simpatia, quis colocar-nos à vontade e, numa inesperada cumplicidade, disse-nos: "Não olhem agora, mas vão notar que, atrás de vocês, está um embaixador - que não sei de que país é - cheio de condecorações, dependuradas na sua casaca. Devem imaginar que eu, como rei, já recebi imensas. Tenho a sensação de que, se um dia decidisse usá-las todas ao mesmo tempo, caía ao chão..." 

Rimos respeitosamente com a graça real e, passados uns instantes, olhámos. Era um diplomata latino-americano, que, tal como o cavalheiro da imagem de hoje, mas longe do seu exagero, se mostrava pouco dado à parcimónia com que estas distinções devem ser usadas.

Na " Visão"

A coluna semanal de José Carlos de Vasconcelos é dos textos que raramente falho na leitura da "Visão". O Zé Carlos escreve um ...