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quarta-feira, novembro 29, 2017

Belmiro de Azevedo

Belmiro de Azevedo, que hoje desaparece, é um nome grande do mundo empresarial português. Com grande visão, soube criar um grupo económico muito sólido, que gerou largos milhares de empregos, em Portugal e no estrangeiro. Faz parte dos novos empresários que surgiram depois do 25 de abril e que, com os anos, consolidaram um papel determinante na economia do país.

Falámos em diversas ocasiões, em Portugal e no estrangeiro. Em Paris, recordo-me de o ter apresentado num jantar de empresários, No Porto, onde o encontrei pela última vez, ocasião em que me felicitou por trabalhar “na concorrência”, pude testemunhar o seu empenhamento desinteressado numa obra solidária, a que eu próprio dei uma modesta contribuição. 

Belmiro de Azevedo era um homem muito frontal, determinado, com ideias próprias e opiniões fortes, e coragem para as assumir. No trabalho, dizem-me, era de extremo rigor, atitude a que se atribui grande parte do seu sucesso.

O jornal “Público”, em cuja orientação cuidou nunca intervir, foi por ele financiado desde a primeira hora, num gesto que constituiu uma contribuição generosa para a diversidade e a qualidade da imprensa em Portugal. Escrevi “generosa” porque Belmiro de Azevedo, ano após ano e até à sua morte, só acumulou prejuízos com o investimento. Não desistiu nem mudou de atitude.

O triste gesto que o PCP hoje teve na Assembleia da República, recusando juntar-se ao voto de pesar aí aprovado, releva de uma visão deselegante, fruto da sua hostilidade endémica a todos os projetos empresariais privados que assumam uma certa dimensão. O Bloco absteve-se. Nada de novo. 

Deixo a minha palavra de pesar à Família de Belmiro de Azevedo.

Entrevista ao "Público"

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