"Ferro Rodrigues é um dos mais sérios políticos portugueses, um homem de princípios como conheço poucos, uma figura que honra a nossa democracia. Em todos os lugares que ocupou deixou uma rara marca de rigor, de competência e de dedicação à causa pública."
Agora que Eduardo Ferro Rodrigues foi eleito como segunda figura do Estado, não vou inventar nada. Repito apenas o que disse e em que profundamente acredito. Como amigo, mas também como testemunha, há mais de quatro décadas, do seu percurso impoluto de cidadão e de democrata, só posso deseejar-lhe as maiores felicidades. Trata-se de um cargo que, pelas excecionais circunstâncias que o nosso país atravessa, se reveste da maior exigência. Porém, muito poucas pessoas, em Portugal, estariam em condições de o exercer melhor que Eduardo Ferro Rodrigues seguramente o fará.
Daqui a pouco, Cavaco Silva, estranhamente no meio de uma crise política e sem um governo que tarda (porquê?) em tomar posse, parte em visita a Itália, como se a situação que se vive não justificasse a suspensão desta deslocação. Para se ver como algumas coisas mudaram em Portugal, basta pensar que a chefia do Estado fica interinamente a caber a Ferro Rodrigues. E bem.

... e não tem receio de usar as palavras certas (e certeiras), como se viu no discurso de tomada de posse.
ResponderEliminarCom um pouco de jeito Ferro Rodrigues na falta dr Cavaco nomeia Antyónio Costa. Ao que parece tem mais força do que Cavaco que é o Chefe do Estado.Pelo menos deu isso a entender no seu discurso que não o dignificou.
ResponderEliminarIsto da subversão de valores tem que se lhe diga.
Cumps.
Francisco
ResponderEliminarConfesso que se o discurso do PR me irritou bastante o de FR me caíu bastante mal.
Ferro Rodrigues sucessor de Jorge Coelho que sucedeu João Cravinho, nas Obras Públicas, foram os três maiores abortos em projectos megalómanos estudados em cima do joelho.
ResponderEliminarDesastres financeiros, estratégicos e tecnológicos.
Pior só mesmo o que se fez na Madeira.
Pagaremos!
Suspender a viagem? estamos em guerra ou crise de regime? a formação dum governo democratico é uma tragédia que merece que o presidente que não tem mais a dizer sobre o assunto , suspenda tudo? Ou digamos que o que valia a pena para a vida democratica era o fim do desporto de algum "democratas", e muito popular de tiro ao cavaco.
ResponderEliminarAdmirável o comentário da Exma. Senhora Helena Sacadura Cabral!
ResponderEliminarEu nem me tinha apercebido que havia uma combinação entre os chefes dos deputados para o PAR. Haverá tantas… É bom zangarem-se as comadres…
E afinal não tardou o governo (também já estavam lá é certo). Mas não iam nomeá-lo no intervalo do futebol! Pois não?...
antónio pa
António Azevedo
ResponderEliminarEmbora não tenha atingido todo o alcance do seu comentário, sempre lhe relembro que em Portugal tudo pode acontecer, já que a ninguém se espante que as eleições decorressem durante uns desafios de futebol. Possivelmente no intervalo dos ditos...
Concordo inteiramente consigo, caro Francisc.
ResponderEliminarUm abraço
JPGarcia
É admirável a interpretação sensível dos discursos de V.Exa: um irrita outro cai mal. Como poderia ser dito melhor e mais?
ResponderEliminarFui tentado a pensar que os sentimentos expressos também se referiam aos próprios palestrantes. Mas são coisas minhas...
antónio pa
Penso que foi uma nomeação feita muito à pressa. Não será que o António Costa vê nele uma "bengalinha"? Estou de acordo com a Drª Maria Helena.
ResponderEliminarCaro embaixador
ResponderEliminarSer eleito para o segundo cargo da nação alguém que afirmou que, e passo a citar, estou-me a cagar para o segredo de justiça, isto é, "borrifa-se para uma lei, é sintomático da choldra que habita o parlamento.
Se o comentador Carlos Diniz tivesse sudo miseravelmente caluniado como foi Ferro Rodrigues, o que "respeitaria" para defender a sua honra? Eu julgo que teria dito algo mais impublicável. E depois do modo como o segredo de justiça tem sido tratado ultimamente...
ResponderEliminarCaro embaixador
ResponderEliminarPode crer que acionaria os meios legais ao meu alcance, que levaria até ao fim a minha demanda. Mas creia que para defender a minha honra nunca diria que me "estava a cagar" para qualquer lei. A honra não se defende atropelando a legislação. Que eu não imperava a lei da selva.