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sexta-feira, outubro 02, 2015

João Semedo


Há pouco mais de um ano, João Semedo, à época co-lider do Bloco de Esquerda com Catarina Martins, sondou a minha disponibilidade para estar presente na "universidade de verão" do seu partido, para falar sobre a situação na Europa. Declinei o amável convite, por razões, de natureza logística e de fundo, que lhe referi: não estaria em Portugal nessa altura e, mesmo que estivesse, mantinha com o BE uma divergência política insanável que inviabilizaria a minha presença, como na ocasião lhe expliquei. Na nossa troca de mensagens, confirmei a grande dignidade de João Semedo e o seu modo urbano e sereno de estar na política. Voltámos a encontrar-nos, meses mais tarde, no almoço dos 90 anos de Mário Soares.

João Semedo teve entretanto um grave problema de saúde, que o obrigou a afastar-se da liderança do Bloco. Há dias, com satisfação, vi-o surgir numa ação do seu partido, aparentemente recuperado. Imagino que deva estar, nos dias de hoje, bem contente com a excelente "performance" do Bloco no caminho para as eleições de domingo, que muito deve às prestações de Catarina Martins e Mariana Mortágua, cada uma, a seu modo, grandes revelações naquela área política. Aquilo que chegou a ser prenunciado como a lenta desaparição do Bloco, a ser "canibalizado", à esquerda e à direita, respetivamente pelo PCP e pelo PS, parece não ir acontecer.

Quero deixar aqui uma nota de forte simpatia a João Semedo, uma figura que me merece um grande respeito como um homem de convicções, as quais, não sendo necessariamente as minhas, não deixam representar a marca da diversidade e do pluralismo que são necessários e enriquecem a democracia portuguesa.

Ambiguidade

Corre por aí um modelo para ninguém perder a face na questão da Gronelândia.  Os EUA obteriam a propriedade das bases no território, o qual ...