A RTP, para gosto de muita gente, na qual me incluo, estava a repetir a excelente série Borgen, que ficciona, com grande qualidade, a vida política dinamarquesa.
De um dia para o outro, a emissão foi suspensa, contrariando mesmo o que constava da programação divulgada nesse dia pela imprensa.
Uma das novidades que, estou certo, a série trouxe a muitos espetadores era a circunstância, comum em vários países europeus, da chefia dos governos não competir necessariamente ao líder do partido com mais deputados no parlamento, mesmo que essa hipótese não tivesse sido abordada durante a precedente eleição.
Não quero acreditar que a RTP, quiçá sob ordens da tutela, tivesse querido evitar que os portugueses tomassem essa possibilidade como possível. Mas que tudo isto é um pouco estranho, lá isso é!
