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sexta-feira, janeiro 21, 2011

O cônsul honorário

Notei que o homem estava agitado. Pensei, contudo, que esse nosso Cônsul Honorário, numa remota cidade num país francófono do "Sul", cujo nome esqueço, vivia apenas o nervosismo de ter a visita de um membro do governo português, a cuja comitiva eu pertencia.

A certo passo, o Cônsul queixou-se-me:

- O nosso Embaixador bem me podia ter avisado com mais antecedência. Só ontem me disseram que vinham cá dormir. Não tive tempo para preparar nada de jeito.

Sosseguei o homem e disse-lhe que estava tudo a correr muito bem, desde o encontro com as autoridades locais até à receção com os escassos portugueses residentes. Só o bizarro hotel (de cujo pátio podem ver uma foto verdadeira), de arquitetura de todo improvável naquelas paragens, com as banheiras cheias mas sem água corrente nos quartos, é que deixava muito a desejar. Mas, que se havia de fazer!, era o único da cidade.

O homem, no entanto, continuava inconformado. E insistia:

- É que eu podia ter preparado uma coisa bem mais agradável, se tivesse sabido com mais tempo.

Procurei acalmá-lo:

- Mas está tudo impecável! O que é que você podia ter feito mais?

- Ó senhor doutor! Com tempo, eu tinha preparado em minha casa um programa "de truz" para os senhores, com umas "garinas" magníficas, tudo "material" garantido e sem problemas. Mas não me avisaram! Isto não se faz!

De facto...

Ambiguidade

Corre por aí um modelo para ninguém perder a face na questão da Gronelândia.  Os EUA obteriam a propriedade das bases no território, o qual ...