Transcrito de uma notícia no "Financial Times" de hoje:
- "As obrigações do tesouro portuguesas subiram acima dos 7% (...) após se terem acentuado as preocupações de que a crise da 'eurozona' pode piorar, na sequência dos comentários de Wolfgang Schauble, o ministro alemão das Finanças".
- "Ralf Preusser, chefe do 'European Rates Research' na BofA Merrill Lynch Global Research, disse: 'Cada vez que os decisores políticos vêem uma melhoria no sentimento dos mercados, mesmo se em antecipação de medidas de natureza política, eles pensam ter uma justificação para recuar no apoio a ser concedido. O mercado funcionou positivamente por virtude das esperanças criadas de que haveria significativas mudanças no tamanho e no âmbito do Fundo europeu de estabilização financeira. E isso não se concretizou'. Os comentários do sr. Schauble atingiram também outros mercados perféricos de obrigações, com as taxas de juros a subirem drasticamente na Grécia, na Irlanda e num leilão de obrigações na Bélgica".
Assim vai a família europeia, vista, à distância, de Londres.