quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Notícias da família europeia

Transcrito de uma notícia no "Financial Times" de hoje:

- "As obrigações do tesouro portuguesas subiram acima dos 7% (...) após se terem acentuado as preocupações de que a crise da 'eurozona' pode piorar, na sequência dos comentários de Wolfgang Schauble, o ministro alemão das Finanças".

- "Ralf Preusser, chefe do 'European Rates Research' na BofA Merrill Lynch Global Research, disse: 'Cada vez que os decisores políticos vêem uma melhoria no sentimento dos mercados, mesmo se em antecipação de medidas de natureza política, eles pensam ter uma justificação para recuar no apoio a ser concedido. O mercado funcionou positivamente por virtude das esperanças criadas de que haveria significativas mudanças no tamanho e no âmbito do Fundo europeu de estabilização financeira. E isso não se concretizou'. Os comentários do sr. Schauble atingiram também outros mercados perféricos de obrigações, com as taxas de juros a subirem drasticamente na Grécia, na Irlanda e num leilão de obrigações na Bélgica".

Assim vai a família europeia, vista, à distância, de Londres.

1 comentário:

Anónimo disse...

Portugal vive há longos anos uma esquizofrenia da qual tarda em sair.

Primeiro isto: "O inquérito revela ainda que há uma grande desconfiança por parte dos portugueses no sistema político. Cerca de 90 por cento dos inquiridos dizem desconfiar ou confiar muito pouco na classe política e nos Governos, 89 por cento nos partidos políticos e 84 por cento na Assembleia da República. Os tribunais, os sindicatos e a administração pública reúnem também elevados níveis de desconfiança."

Mas é esta mesma população que entrega o seu futuro a esta classe política em quem não confia:

Depois isto: "Em aparente contradição com esta desconfiança generalizada no sistema político está a convicção expressa pela maioria (74 por cento) de que o Estado deve contribuir sempre para a competitividade e o desenvolvimento de Portugal. Só depois vêm as empresas privadas e pública, os media ou a sociedade em geral."
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O Estado contribui para a competitividade quando não se mete, quando não atrapalha, basta pensar no famigerado caso BPN. o problema não está nas empresas/instituições que desaparecem, está nas que não se criam.
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Continuamos a não querer assumir que o nosso futuro somos nós que o construímos... o pai Estado serve para encapotar o défice de cultura empresarial que grassa na nossa economia.

Trecho retirado de "Metade dos portugueses diz que o país está pior do que antes do 25 de Abril"

Eduardo Antunes