quarta-feira, março 27, 2019

O imigrante do Barroco


O italiano Nicolau Nasoni terá descoberto Portugal em La Valetta, através do grão-mestre da Ordem de Malta, o português António Manuel de Vilhena. O arquiteto viajou depois para o Porto, no início do século XVIII, e, a partir daí, deu à cidade um magnífico “banho” de Barroco, de que todos conhecem a Igreja e a Torre dos Clérigos. E muitas outras magníficas obras.

Pelo Porto casou, duas vezes, por ali teve filhos, ali morreu. Posso estar equivocado, mas acho que a cidade do Porto nunca deu a Nasoni, até no plano de destaque toponímico, a retribuição que este teria merecido.

Em Vila Real, será a “Capela Nova” uma obra de Nasoni, como, com segurança, se sabe ser a ala central do Palácio de Mateus? Para alguns isso é um facto, embora outros se inclinem para que, como à época era normal, tivesse cabido a discípulos seus essa responsabilidade. Eu não sou de intrigas, mas está hoje mais do que provado que o seu principal discípulo se chamava José de Figueiredo ... Seixas!

Acho essa paternidade indiferente. O importante é que a cidade dispõe desta magnífica peça arquitetónica (da escola) de Nasoni.

4 comentários:

  1. Anónimo15:36

    Porto. Rua Nicolau Nazoni. Junto à Torre dos Clérigos. Se o tamnaho não for o conceito, a memória está salvaguardada.

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  2. Anónimo11:49

    Rua Arquitecto Nicolau Nasoni, entre a Rua dos Clérigos e a Rua dos Caldeireiros.

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  3. Anónimo15:22

    JOSÉ DE FIGUEIREDO SEIXAS VIDA E OBRA
    https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/298/7/05.pdf

    Tratado da ruação para emenda das ruas, das cidades, villas e logares deste reino... / Por Jozé de Figueiredo Seixas
    http://purl.pt/16597

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  4. Em Vila Real, Nasoni projectou o Palácio "Casa de Mateus", que foi uma intervenção sobre um edifício existente. Ele acrescentou o lado esquerdo da casa e iniciou, com isso, uma nova tipologia de edifício, que passou a ser repetido pelos colegas mestres-construtores quando eram convidados a projectar palácios de raiz. A sua influencia é real e não se mede pela toponímia.

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