segunda-feira, 11 de junho de 2018

Feira II

Regressei ontem à Feira. O fim do dia estava pré-chuvoso, (agradavelmente) fresco, neste fim de outono que este verão nos saiu em rifa. Eu, que detesto o calor (coisa de gordos), achei que aquele era um belo tempo para fazer a pé toda a ala direita (para quem sobe o parque). E sozinho (porque visitar uma feira do livro acompanhado é quase tão mau como passear com alguém através de um museu). Quase só comprei coisas antigas, a preços magníficos, que espero poder ler, se tiver horas, pachorra e saúde. Acham caro, por três euros e meio, as cartas entre o Cerejeira e o Botas? Chegado a casa, ao abrir a porta, ouvi uma voz: compraste muitos livros? Disse que não, claro. E cheguei à sala com um saco. Mostrei as aquisições e, meia-hora depois, pé-ante-pé, abri a porta da escada e lá fiz entrar, com o mínimo de restolho, o segundo conjunto de livros. Eram só mais 14... A livralhada nunca se mede a metro, mas, entre compras de ontem e de hoje, acabo de verificar que são 88 cms de lombadas. Onde é que eu meto isto?

1 comentário:

Ana Vasconcelos disse...

Ao ler este texto, não pude deixar de me rir e de me lembrar das vezes em que o meu pai chegava a casa e, esgueirando-se, metia um saco de livros no meu quarto: ‘Guarda-me isto aqui por um bocado, por favor’.