quarta-feira, 27 de junho de 2018

A Europa em palavras


Quinta-feira, dia 28 de junho, pelas 17 horas, na Sociedade de Geografia, em Lisboa, na rua das Portas de Santo Antão, no âmbito de um conjunto de conferências sobre “As Décadas da Europa”, farei uma palestra sobre o tema “A Europa do Milénio - a presidência portuguesa de 2000 e depois”.

Sexta-feira, dia 29 de junho, pelas 14.30 horas, na Universidade Católica, na rua Diogo Botelho 1327, no Porto, farei uma palestra sobre o tema “A União Europeia no mundo - Desafios estratégicos”.

2 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Senhor Embaixador : Francamente, o que quer dizer a palavra « Europa », hoje ?

Com a excepção do parêntese do General, há já alguns lustros que nos iluminamos graças à bandeira das quarenta e tal estrelas.

Os planos da Europa, aquela que fez salivar Macron, foram traçados pelos demónios de Wall Street, então realizada por Jean Monet, um trabalhador da CIA e Robert Schuman, sobrevivente de Vichy.

Acrescente a esta tripulação o guarda-chuva da NATO, mesmo quando o céu está claro, e podemos confessar sem tortura que já há quase um século que somos todos americanos.

A Europa é um dos brinquedos que Trump recebeu como um presente após o seu sucesso na rifa… Uma coisa engraçada, mas não bonita, que Donald , primeiro ,decidiu ignorar, porque não cheirava bem.

Washington dirige o nosso destino diktat após diktat…para desaguar numa guerra comercial que não quer dizer o seu nome.

E na Europa mesmo, há já alguns meses, na Alemanha, na Áustria, na República Checa, na Hungria, e ultimamente na Itália, os eleitores já tiveram o prazer malicioso de enviar uns coices a Bruxelas, sem mencionar a votação do Brexit, em favor de partidos reputados « anti-sistema » e acusados pela oligarquia de deriva de extrema-direita que aterrorizam a Europa. O pior pesadelo que Bruxelas podia imaginar. Não acha?

Em suma, a ideia Europeia está em farrapos. Apesar de uma recente sondagem "Eurobarómetro" ter acreditado que poderia recentemente detectar, "cada vez mais e mais cidadãos da Europa favoráveis", segundo Federica Mogherini, que o Senhor certamente conhece, creio que a este nível, jà não é mais o método Coué…

Anónimo disse...

Para um não politizado como eu, penso que a Europa é aquilo que as populações decidirem em sede de eleições.
Se votam bem ou mal é com eles.
Se o sonho da Europa dos anos 80 já não é mais aplicável... mude-se.
Tudo é movimento.
Nada é estático e para isso temos de pensar o futuro hoje para o aplicar amnanhã.
Se as mentalidades das populações são outras, (caso dos migrantes e outros) aplique-se a actualidade e deixemo-nos de repetir como devia ser em teorias de outros tempos que já são apenas História.
O "progresso" tem os seus preços e nada é perfeito.
Nem o "homem novo" aconteceu.