segunda-feira, 18 de junho de 2018

Cercle Voltaire



Há cinco anos, quando regressei definitivamente a Portugal, tive com algumas pessoas a ideia de ressuscitar o desativado Cercle Voltaire, uma associação de “amigos” da língua francesa em Portugal, de que havia sido grande impulsionador o advogado António Maria Pereira, que morreu em 2009. 

Fizeram-se contactos, definiu-se mesmo um programa provisório de trabalho, mas a ideia esmoreceu, com a intensidade da vida de alguns dos promotores (incluindo eu próprio) a impor-se à boa vontade inicial.

Hoje, meia década passada, com as ruas de Lisboa a “parlar” francês pelas esquinas, com bairros comprados por habitantes do hexágono fugidos aos impostos anti-ricos do camarada Hollande, eu próprio com o Cantona a viver ali no cimo da rua, para que iria servir o Cercle Voltaire? E daí! Talvez agora para evitar que, um destes dias, não ouçamos gente pela rua a trautear o “Lisboa, não sejas francesa...”

Amanhã tenho que ir a Paris. Talvez esteja na hora de ser criado por lá o Círculo Camões, onde os lusófilos locais se pudessem reunir a celebrar “este país que tão generosamente os acolhe no seu seio”, para citar o Kotter dos “Bilhetes de Colares”. O qual, por acaso, seria ou gostaria de ter sido inglês.

6 comentários:

Luís Lavoura disse...

habitantes do hexágono fugidos aos impostos anti-ricos do camarada Hollande

É somente por causa disso que há tantos franceses atualmente em Portugal? Será que os franceses atualmente em Portugal são todos tipos muito ricos que andam a fugir aos impostos? Duvido...

Anónimo disse...

Nécessite de repenser la question de la recontre interculturelle, en particulier celle du changement pschycoculturel très complexe ambivalent et paradoxal...
Le déplacement d’un groupe d’individus engendre souvent une influence dans un processus d’ »acculturation »qui peut être
spontanée ( les cultures en contact libre)
forcée (organisée comme par exemple de la colonisation ou del’esclavage = ethnocide ou deculturation....
Un choix lusophonie# francophonie même combat.

Anónimo disse...

Vá, vá a Paris, para sair do circo:

"António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa aos pulos são um símbolo do país carrossel mágico a que estamos reduzidos. Mas por mais que saltem e gritem torni-cotim-torni-cotão a realidade vai apanhá-los."

Helena Matos

dor em baixa disse...

A realidade já apanhou Helena Matos há bastante tempo e os resultados são deveras lamentáveis. É menos doentio estar-se aos pulos no carrocel mágico do que estar-se a moer desejos de calamidades no carrocel do ódio.

Anónimo disse...

Ao senhor "dor em baixa", já devia andar em alta por aquilo que escreve....existe cada cromo.........

Anónimo disse...

Como se não bastasse os impostos dos portugueses servirem para ensinar francês e os franceses não gastarem um tusto a ensinar português. Como se não bastasse os franceses terem como objetivo "roubarem-nos" três países à lusofonia, ainda andam bons portugueses a "lutar" pela língua francesa. Gente com visão...