domingo, maio 27, 2012

Rússia

De há muito que deixei de ligar ao festival da Eurovisão, que, salvo algumas exceções, se converteu num espetáculo "kitsh", de qualidade quase sempre muito duvidosa. O facto de algumas das nossas participações nacionais terem oscilado entre o estanhado mau-gosto e o retorno a um nacional-cancionetismo de novo tipo também me estimulou a não perder tempo com aquele festival.

Desta vez, porém, graças ao alerta de alguém, reconciliei-me, momentaneamente, com a Eurovisão. Ao ver e ouvir as velhotas russas, dei por mim a apreciar, com gosto, o espetáculo e a pensar que, por uma vez, o passado pode vir a ter imenso futuro.

8 comentários:

  1. Senhor Embaixador
    Fez-me rir com a sua expressão que vou adoptar de que "o passado pode ter imenso futuro".
    Eu costumo dizer que pertenço a "uma geração de passado prometedor". Equivalem-se!

    ResponderEliminar
  2. "O passado pode vir a ter imenso futuro."

    Oh se tem razão, e que mensagem de esperança...

    ResponderEliminar
  3. Anónimo17:25

    Não vi muita coisa do dito Festival festivaleiro. Mas, acorri a chamada de minhs mulher e vi o grupo das velhotas russas. Bué da fixes.

    Fiquei pior que estragado: as Buranovskiye Babushki deviam ter sido as vencedoras! Mas, os compadrios do costume ditaram leis...

    ResponderEliminar
  4. Anónimo19:17

    Mais um gerontófilo assumido! Recomendo-lhe o texto clássico "Nonita" de Umberto Eco.

    a) Feliciano da Mata, limpador de livros

    ResponderEliminar
  5. Anónimo19:24

    Pois... o problema gravíssimo é ter de se reconhecer que o passado já não tem futuro. Parece-me que pode ser este o grave problema desta crise. Mas... eu não sei.

    ResponderEliminar
  6. Anónimo22:20

    Estas é que são as verdadeiras camaradas de confiança.

    Guilherme.

    ResponderEliminar
  7. Anónimo11:43

    Sabe-se que o calendário dá números p'ra frente, mas o Sol e a Lua tiveram, têm e vão ter o seu lugar. Pena que se tenha feito tão abrupto corte de gerações e de tradições até nas famílias. Kant é e vai ser, Marx também, tanto como Rawls e outros que por aí andam, na moda "da equidade". Há que ver de que são capazes os mais velhos: creceram; trabalharam,amaram, e ainda cantam com o seu "estilo" umas coisas giras!

    ResponderEliminar

Estamos juntos, Manel !

Quem me conhece bem sabe que, de entre os meus amigos mais queridos, estava, desde há mais de quarenta anos, Manuel Domingos Augusto, de cuj...