Foram cerca de duas dezenas os sacerdotes católicos que hoje reuni num almoço na embaixada. Trata-se de religiosos - portugueses mas também franceses, espanhóis, brasileiros e até angolanos - que prestam serviço junto das comunidades portuguesas e lusófonas, em Paris e arredores.
Este encontro, que promovo anualmente desde a minha chegada, e onde algumas dessas pessoas acabam por se encontrar pela primeira vez, destina-se a agradecer o trabalho de acompanhamento dos cidadãos portugueses que esses sacerdotes desenvolvem, nomeadamente no domínio social.
A conversa, à mesa, não tinha agenda. Mas o tema dos novos imigrantes portugueses chegados a França esteve no centro das preocupações de quase todos, por se tratar de uma realidade a que é necessário estarmos bem atentos. Curiosas foram as notas deixadas sobre a relação entre a comunidade tradicional e os recém-chegados, com atos de generosa solidariedade dos primeiros, em relação aos segundos, a serem registados por alguns dos presentes.