Sob o elegante título "Portugal corta com embaixadora síria na UNESCO", a edição on-line de um diário de referência traz hoje a seguinte "notícia":
"Portugal decidiu cortar as poucas relações
diplomáticas que tinha com a Síria e declarou 'persona non grata' a embaixadora
síria junto da Unesco, a qual representava os interesses sírios também em
Portugal, noticiou hoje a TSF.
A rádio diz que a
decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, de Paulo Portas, foi
tomada ontem à tarde e concertada com o Presidente da República Cavaco Silva. A
decisão surge numa altura em que a comunidade internacional acentua o
isolamento da Síria, na sequência do massacre de Houla, no qual morreram 108
pessoas.
A declaração de
'persona non grata' de Lamia Chakkour foi decidida porque em Portugal não havia
embaixador sírio acreditado. O facto de Portugal não ter grandes relações
diplomáticas com a Síria foi precisamente o que levou a diplomacia portuguesa a
aceitar, em 2009, dois ex-detidos sírios de Guantánamo. Nessa altura era
ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado.
O último parágrafo desta notícia, cuja redação, aliás, é de antologia ("as poucas relações diplomáticas que tinha com a Síria"...) é um amontoado de disparates. Dificilmente se conseguiria colocar tantos em tão pouco espaço.