Jules Ferry é a grande referência histórica da educação francesa. Como político, é reconhecido como o introdutor daquilo que hoje é um orgulho de toda a França: a escola gratuita, laica e obrigatória. Morreu em 1893.
O novo presidente francês, François Hollande, quis homenageá-lo no dia da sua tomada de posse, como uma das grandes figuras do pensamento da República.
Aqui del-rei! Uns cocabichinhos da História foram logo desencantar algumas frases de Jules Ferry onde este defendia a superioridade de umas raças sobre as outras, na sua apologia do colonialismo. Nada que, à época, muita gente não pensasse.
Mas como agora está na moda, pelo "politicamente correto", obrigar à releitura crítica das ideias antigas, o presidente François Hollande acabou por ser obrigado, no seu discurso junto ao monumento a Jules Ferry, a fazer notar que parte das suas ideias era inaceitável e não deve servir de exemplo, à luz dos princípios do humanismo contemporâneo.
Pena é que, já agora!, o "politicamente correto" não se alargue à estética. Isso permitiria dizer que também já não são aceitáveis barbas como as que Jules Ferry exibia...
